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sexta-feira, agosto 24, 2012

Oh eu a passar-me da carola...



Sempre tive um sentido de justiça apurado (e este “apurado” vale o que vale, é o meu sentido de justiça).


Tento sempre perceber o ponto de vista dos outros, ponho-me no lugar deles, e penso “se eu tivesse de fazer isto/aquilo como é que eu agiria/reagiria?” E isto serve-me muitas vezes no Tribunal, para perceber por que é que determinadas pessoas cometem certos crimes. E olhem que a minha fasquia para perceber o porquê dos crimes é alta, são poucos os crimes que eu não admito (e que por isso mesmo nunca defenderia quem os comete).

E isto porquê?? Porque quando a injustiçada sou eu, fico possuída.

Se posso fazer alguma coisa quanto a isso? Poderia, mas não vou fazer, pelo menos por agora, porque isso colidiria com interesses de terceiros que nada têm a ver com as parvoíces que outros dizem/fazem.

Mas… um dia posso passar-me da cabeça (e não é coisa tão rara quanto isso), e nem sempre os terceiros merecem a consideração que lhes tenho.

Aliás, neste momento, não há terceiros em pódio nenhum, está tudo ao nível da humanidade, só que há uns humanos de quem gosto mais que outros.

Um dia bato a porta para todos os que me aborrecem.

Mas não gosto de dar razão quando me chamam "parva", e porra quem o fez tem toda a razão, sou mesmo.

Só isso.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Quem é a vítima?


                                                                  (imagem fanada na net)
Para começo de conversa, informo que não há nada mais execrável que um humano possa fazer a outro: servir-se da sua força física para subjugar, para humilhar.



Todavia, e tendo em conta a minha terrena profissão, começo a preocupar-me com os exageros, e desvarios, na aplicação da Lei que cobre situações de violência doméstica. Tudo é violência doméstica, e os agentes que aplicam a Lei agem cegamente, sem verificar os factos.


Basta que alguém (homem ou mulher) se dirija a uma esquadra e se queixe do seu cônjuge/companheiro/namorado/ex-cônjuge/ex-companheiro/ex-namorado, e sem mais, é-lhe de imediato concedido o estatuto de vítima, e o alegado agressor, fica logo ali, também sem mais, estigmatizado com o rótulo de “agressor”.


E isto, está a deixar algumas pessoas reféns de outras menos bem formadas “largas-me? Vou fazer queixa de ti, digo que me bateste”, e vão. E dizem que já foram muitas vezes agredidas, e que têm medo do agressor, e o “agressor” fica com a vida feita num oito.


Imaginem que tropeçam na rua (ou noutro lado qualquer), que se queimam a cozinhar, que martelam um dedo a espetar um prego para pendurar um quadro (situações meramente exemplificativas, consigo imaginar milhentas), e com estas mazelas vão fazer queixa da vossa cara-metade, eles aceitam a vossa versão, sem mais.


É injusto! A intenção da Lei é boa, mas peca por que incompleta, não protege todos, não verifica factos antes de agir, e com a sua existência começam a haver demasiados reféns.


Podemos voltar à Lei anterior? Em que os casos de violência doméstica estavam protegidos, mas tinham que ser, sem margem para dúvida, confirmados?

Plágio encapotado. Ler post de 10.Abril.2011.