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segunda-feira, maio 27, 2013

Vamos Aprender


E é inchada de orgulho que comunico que no dia 1 de Junho de 2013, eu e o meu amigo Carlos Rocha, vamos lançar um livro - ver imagem acima.
É direcionado para as crianças, escrito por uma criança que vive num corpo com quase 748 anos (eu), e criado a pensar numa criança específica: a Diabbita-Minorca, agora com 9 anos (um bébé, portanto).
Escrevi pequenos contos tendo por base os desenhos da minha Diabbita, o Carlos pegou nos contos, e transformou-os em belissimas páginas de Banda Desenhada.
É um álbum com 48 páginas, contendo 6 histórias.
Editado pelo Mário Miguel de Freitas, editor da Kingpin Books.

O lançamento será no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em Beja (claro), na Casa da Cultura.

Repararam que dia 1 de Junho é o Dia da Criança??

Apareçam, vamos gostar de vos ver lá.

Encomendas, e pagamentos podem ser feitas para:

http://www.kingpinbooks.net/

NIB: 0033 0000 00060073071 05
em nome do editor, Mário Miguel de Freitas, enviar comprovativo de pagamento para: mario.m.freitas@gmail.com

A loja fica na Rua Quirino da Fonseca, nº 16-B - Lisboa
(junto à Alameda)
Telef. 217 950 476


domingo, junho 03, 2012

O rato Miguel

Porque ratos, ratinhos, e ratazanas têm todos o mesmo destino quando se apropriam de algo que não lhes pertence. De alguma forma acabam presos, nem que seja da sua própria consciência. ]:-)

quarta-feira, abril 18, 2012

Diferentes

DIFERENTES
1ª página

1ª vinheta e 2ª vinheta, lado a lado
1ª vinheta


Vê-se um dragão pequeno, muito colorido, mas triste, a fungar, enroscado no chão na reentrância de uma rocha, com alguma vegetação em volta.


Dragão – sniff porquê eu?


2ª vinheta


Vê-se um menino, albino, de calções, t-shirt, ténis, sentado com os joelhos puxados até ao queixo, com os braços à volta dos joelhos, debaixo de uma árvore, numa floresta (jardim denso).


Pedro – sniff porquê eu?


3ª vinheta (ao meio, ocupa o espaço de 2 vinhetas)


Dragão e Pedro estão em cada extremo da vinheta, e cada um ouve o “sniff porquê eu?” do outro, e fazem um ar muito espantado. (como se agissem em espelho)


4ª e 5ª vinheta, lado a lado


4ª vinheta


Dragão levanta-se e dirige-se ao som, cautelosamente.


5ª vinheta


Pedro levanta-se e dirige-se ao som, cautelosamente.

Nota: Liberdade total quanto ao ambiente, arvores, relva, rochas, borboletas, pássaros, vegetação diversa.




2ª Página
1ª vinheta
(descrição do ambiente)


O dragão levanta-se e caminha cautelosamente entre a vegetação em direcção à voz que ouviu, e pergunta-se:


- Será outro dragão?


2ª vinheta
(descrição do ambiente)


Pedro levanta-se e dirige-se a uma parte de vegetação mais densa, de onde veio a voz que ouviu, vai afastando a mesma com as mãos, e pergunta-se:


- Quem será que está a chorar, escondido, na floresta?


3ª vinheta ao meio, ocupando o lugar de 2 vinhetas
(descrição do ambiente)


Um riacho ladeado por pequenos tufos de ervas, flores, e vegetação rasteira, além das árvores (estamos num lugar que é o começo (ou fim, depende do lado que se olha) de uma floresta).


Pedro e o Dragão encontram-se, um em cada margem.


- O que és tu? (perguntam ambos ao mesmo tempo)


4ª vinheta


– Eu sou o Pedro, e sou um rapaz. Tu, tu és um dragão? Mas os dragões não existem! (Pedro está de olhos arregalados, muito espantado, com o ser que tinha à sua frente)


5ª vinheta


- Não existo? Essa é boa, para além de tudo, agora também não existo! (o dragão faz um ar muito desalentado, com os braços estendidos com as palmas das mãos viradas para cima, e a olhar para o céu. Está visivelmente triste)




3ª página
1ª vinheta


Pedro atravessa o riacho com os ténis e meias nas mãos.


P – Desculpa, não te queria por triste, é que eu nunca tinha visto um dragão, e muito menos sabia que os dragões eram tão bonitos.


2ª vinheta


O dragão espantado olha para o Pedro.


D – Achas-me bonito? Pois não sou, devia ter uma só cor, e olha para mim, pareço um arco-iris, e, sniffff, não cuspo fogo. Todos gozam comigo.


3ª vinheta ao meio, ocupando o lugar de 2 vinhetas


Já no outro lado do riacho frente a frente com o dragão, Pedro pega-lhe na pata (mão), e sorri.


- Eu não gozo contigo. Tu és muito bonito, e cuspir fogo não é assim muito importante. Há formas de fazer fogo sem ser a cuspir. Queres que te ensine?


- Quero pois! (o dragão limpa as lágrimas que entretanto lhe afloram aos olhos)


4ª vinheta


D – Mas e tu, porque choravas? Tu sim és bonito, só de uma cor, e tens olhos cor de fogo. (e põe a pata na cara de Pedro)


5ª vinheta


- Sou albino. Um humano sem cor. Sabes os humanos são cruéis com tudo o que foge ao “normal”, e a minha falta de cor não é normal. (e sorri tristemente)


- Mas queres que te ensine a fazer fogo ou não?




4ª página
1ª vinheta


Pedro tira do bolso dos calções uma lupa, e entrega-a ao dragão.


- Toma, ofereço-ta, com esta lupa consegues fazer fogo, mas só funciona se estiver sol. Estica a mão e deixa o sol passar através da lupa, faz isso em cima daquele ramo seco.


2ª vinheta


O dragão está de mão estendida com o sol a atravessar a lupa, e um raio a bater no ramo seco indicado na vinheta anterior.


D – Estás a ajudar-me e eu não posso fazer nada por ti, se pudesse dava-te uma das minhas cores, a que tu quisesses.


3ª vinheta que ocupa o resto da página


Estão ambos sentados, e já se vê uma fogueirinha a nascer no tal ramo seco, ambos riem felizes.


P – Podemos ser amigos?


D – Nós já somos amigos. O meu nome é Mil Cores.






No fundo página em epílogo, entre aspas escrever:


“Nós não somos diferentes. Somos especiais. Especialmente bonitos.

Escrevi assim, o resultado foi este . ]:-)

segunda-feira, abril 02, 2012

Diferentes

Porque é importante que os humanos pequenos (e menos pequenos) aceitem que é a diferença que dá beleza à vida.

sexta-feira, julho 09, 2010

RES PUBLICA

Já vos falei aqui do RES PUBLICA, um livro a sair, em princípio, no final de Setembro deste ano, um livro feito a várias mãos, Aida Teixeira nos textos  Jorge  Miguel nos desenhos e  João Amaral nas cores. 

Não vos posso dizer o texto que preencherá os balões (ficavam a saber tanto como eu, e isso não pode ser), mas apresento-vos o galã: Amâncio.
Faço uma recomendação: guardem tudo o que tenha valor quando ele estiver por perto, tenho cá para mim que se lhe agarram coisas às mãos, sem ele querer, claro, que o rapaz é bom moço, ou então não... 

segunda-feira, junho 07, 2010

RES PUBLICA


Ora aqui está, ainda em maquete, a capa do álbum de Banda Desenhada, intitulado “RES PUBLICA”.



E porquê RES PUBLICA? Podia responder “porque sim, seus cuscos, devem ter muito a ver com as motivações dos autores… grrr grunfff”, mas não, estou em dia de simpatia, e explico: res publica é uma expressão em latim que significa “coisa que é do povo”, e era o princípio que dominava a Carbonária (googlem), uma vez que perseguiam a queda da monarquia, e pretendiam que fosse gente do povo a governar o país (daí ver-se em todos os governos gente que exerce as mais diversas profissões, ele é carpinteiros, pedreiros, empregadas domésticas, escriturários, contabilistas… hihihihi ainda hoje lá estão! Hã?? Ahhh hoje não estão? Nunca estiveram?? Hummm tenho que encontrar um carbonário vivo para lhe perguntar o que aconteceu).


A história passa-se entre 1896 e a ida de soldados portugueses para a Flandres – 1ª Grande Guerra – e os personagens são conhecidos de todos (gostemos deles ou não, todos foram importantes), temos o Eça, o Ramalho, o rei D. Carlos, o mestre Malhoa, misturados com gente do povo, que vivia (ou sobrevivia) numa época complicada.


Sabiam que o rei D. Carlos queria electrificar as ruas de Lisboa, mas o governo da altura não deixou, porque considerou ser “mais uma extravagância do rei”? D. Carlos era uma pessoa muito à frente da época em que viveu. Muito à frente!


Mas os meus favoritos são, sem dúvida, a Adelaide (da facada), e o Amâncio (da navalha), fadistas, e gente do povo. Hoje continua a haver Adelaides e Amâncios por aí, muitos, e a viverem a mesma história.


Album a sair em Outubro de 2010, durante o Amadora BD.

domingo, junho 06, 2010

Nerd(a)




... falando ainda da minha passagem por Beja (essa bela cidade cheia de História e histórias), não resisti a pedir um desenho ao Jorge.Miguel , autor (do texto e desenhos) do livro "Camões", que vocês têm obrigação de conhecer, e se não conhecem larguem tudo, e vão comprar, seus, seus... grunfff energúmenos!

E o Jorge Miguel lá me fez a vontade, desenhou um Camões apaixonado (é normal, os mortos têm um especial carinho por mim, devem achar que faço milagres e que os expulso do Inferno... pfff o Camões continua a dar aulas no Inferno, e que nem pense em sair!). Confesso que soltei uma gargalhada mal vi o desenho. O gaijo (o Jorge Miguel, é claro) é bom, e tem um sentido de humor refinado.

O próximo livro deste autor está com o lançamento previsto para Outubro deste ano, no Amadora BD (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora),  em parceria com a minha mortal (eu, me, myself, para os lentos). Estou deserta para ver o resultado final, um dia destes mostro aqui uma vinheta (quadradinho).

domingo, maio 16, 2010

Ainda em projecto, mas vai ser livro!



"O projecto que tem a pretensão de querer estar pronto em Outubro vai na carrinha do Armando: um bocadinho a pé, um bocadinho andando. Nestes esboços estou a tentar estudar uma das personagens da história em algumas das expressões que ela mais vai utilizar. (Baseei-me na expressão da Aida a cada vez que lhe digo que tem de rever alguma passagem do texto). Vou tentar mostrar numa próxima vez a expressão do João Amaral quando lhe peço para simplificar as cores e tirar alguns detalhes que roçam a Arte renascentista.
Uma coisa é certa: O pessoal está empenhado e entusiasmado. Só por isso já terá valido a pena. Obrigado Aida por me aturares,obrigado João pela tua paciência. Eu sei que sou um chato. " in http://faltaapagarolapis.blogspot.com/2010/05/projecto-bd-um-bocadinho-pe-um.html

Nota: Eu conheço muito bem a tal Aida e o João Amaral, e posso garantir que só há um chato nesta história, e não se chama Amâncio!
Plágio encapotado. Ler post de 10.Abril.2011.