Ao longo dos séculos, tenho-me cruzado com almas azedas, e, confesso, estou a ficar farta delas.
No início até lhes achava graça, mas com o passar dos tempos, oh cum catano… vão mas é morrer longe!
Não sei se a vida as azedou, se nasceram azedas, se optaram por ser azedas, como forma de enfrentarem o mundo dos vivos, o certo é que estou sem paciência para tais almas.
São almas que se consideram acima dos mortais, ou porque são intelectualmente superiores (pensam elas, na sua ignorância, pois nem param para pensar que aquilo que sabem é um grão de areia, comparado com aquilo que não sabem), ou porque têm mais dinheiro que as demais (também erradamente, há sempre alguém com mais dinheiro que nós), ou porque têm amigos que julgam influentes (mais um erro, às vezes um porteiro tem mais influência que um administrador de empresa, pelo menos a nível de “favores”, o administrador não pede porque “não desce aí”, o porteiro está-se bem a cagar, pede e pronto, e por norma é atendido, até porque, quem faz o favor, deve favores ao porteiro, que fecha os olhos à picagem do ponto, que fecha os olhos à entrada do amante na casa da alma casada, etc etc etc).
Acho que já tenho idade(quase 745) para começar a evitar contactos com almas azedas.
Ficam avisadas. Estou pelos pêlos do cocuruto com vocês!
E volto a este assunto, e voltarei até que os dedos me doam!
Mas porque raio não podem os gays casar?
É que não estou mesmo a ver o que tal casamento pode prejudicar a vida dos que são contra esta união legal, será que pensam que têm que participar nos jogos de alcova???
Diabbita-minorca: Oh mamã, onde é que o papá esconde as sementinhas que fazem bebés? Diabba-mãe (em modo e-agora-qué-queu-respondo?): Hummm sementinhas? hummm pois, não sei, se calhar é naquela gaveta secreta, onde o papá não gosta que mexam.. Diabbita-minorca (a rir-se à malandreca): Não é nada mamã, é na pilinh@ !!
O Jorge Miguel, além de ser meu amigo (o seu maior feito até hoje, hihihihi), é também um excelente pintor, ilustrador, desenhador publicitário, e autor do livro de BD "CAMÕES de vós não conhecido nem sonhado?". (poderão ler a critica do livroaqui)
E, hoje 25 de Outubro de 2009, entre as 15:00h e as 17:00h, o Jorge Miguel estará no Festival_Internacional_de_Banda_Desenhada_da_Amadora, a dar(eu recomendei-lhe que vendesse, mas ele não, quer dá-los! mongo)autografos!(se levarem uma folha própria - papel de desenho - podem sempre tentar cravar-lhe um desenho, e aproveitam para me conhecer, estarei por lá à conversa, é fácil (em descrição mode) sou aquela de cabelo azul, chifres lindos, e pêlo laranja fogo)
Para quem não possa ir hoje, no dia 1 de Novembro de 2009 (continua a ser este ano, que sorte, hein?) o Jorge Miguel estará no mesmo sítio a dar autografos e a fazer um sketch ou outro (se o ameaçarem como deve ser, hihihihi)
Há uns dias levei a diabbita-minorca à caverna laboral, porque não foi para a escola (parece que agora qualquer espirro é motivo de pânico, bando de mortais parvos, grunff), quando regressávamos a casa, de mão dada e na conversa, e depois de nos despedirmos duma diabba-amiga, que também trabalha na caverna-laboral, ouvimos uma buzinadela de carro (a diabba-amiga tinha ficado trancada no estacionamento, por outro carro que parou mesmo atrás, e o dono deve ter ido tomar café, ou o catano), demos ambas um salto de susto.
Nisto oiço uma vozinha vinda de baixo (a diabbita-minorca é minorca, não é??), e eu decidi que ouvi:
- Que susto, cum carai !
Estava eu a pensar com os meus botões:
- Mas onde é que ela ouviu "carai"? Usava eu tal palavra, mas há muitos séculos, quando andava na primária...
Não me deixou concluir o pensamento, nisto sinto uma puxadela na roupa:
- Mamã, o que quer dizer "cum car@lho"?
Foi o fim, amareleci, fiquei sem fala a olhar para ela.
Claro que lhe expliquei(com a voz mais doce que fui capaz de arranjar "meu anjo, essa palavra não se diz, é muito, muito feia. É feia quando é dita por meninos, mas ainda parece mais feia quando é dita por meninas") o melhor que pude(usando a técnica do PR, falei falei, mas não lhe disse nada) .
Foi o horror, debulhou-se em lágrimas, por muito que eu a acalmasse.
Quando se acalmou e depois de muito instada lá acabou por dizer(através de acenos de cabeça) onde tinha ouvido tal palavra - foram os manos! Grrruaufffff "vou-me a eles"
Claro que se riram às gargalhadas quando lhes contei, e pedi para evitarem certas palavras, na presença da minha anjinha.
Ouvir aquela boca doce pronunciar "car@lho" com todas as letras e com um ar cândido, é mesmo chocante!