No seguimento do post anterior, o outro julgamento que me fez pensar foi este:
Violência doméstica – Um pai/marido decidiu agredir a filha (na altura dos factos com 10 anos) e a mulher duma forma violenta (agarrou a criança, sacudiu-a, arremessou-a contra uma parede, além das dores o medo fê-la fazer xixi pelas pernas abaixo), a mulher foi a soco e puxões de cabelo.
Tudo isto porquê? Porque ele (pai/marido) não aceitava que elas se dessem/falassem com o filho mais velho do casal, que assumiu, perante a família, ser gay.
O fulano teve o desplante de o dizer perante o Juiz (embora não confessando a agressão, claro) “não bati em ninguém, eu só lhe disse que não queria que ela se desse com paneleiros”, assim mesmo, sem mais.
O Juiz, pessoa já com alguma idade, quase rebentou, se há coisa que aquele Juiz não é, é preconceituoso. Prevejo uma bela condenação, mas em multa, porque apesar de o crime admitir prisão, o arguido é primário, e já não tem contacto com as vitimas (a mulher pediu o divórcio e já estão divorciados).
Mas que merda é esta? Como é que um pai consegue renegar um filho, e ainda querer forçar outros a fazerem o mesmo? Eu já tinha ouvido a frase “antes a droga” mas sempre pensei que era a brincar, afinal parece que é mesmo a sério.
Gostava de não ter que respirar o mesmo ar que esta “gente”.
