quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Quem é a vítima?
(imagem fanada na net)
Para começo de conversa, informo que não há nada mais execrável que um humano possa fazer a outro: servir-se da sua força física para subjugar, para humilhar.
Todavia, e tendo em conta a minha terrena profissão, começo a preocupar-me com os exageros, e desvarios, na aplicação da Lei que cobre situações de violência doméstica. Tudo é violência doméstica, e os agentes que aplicam a Lei agem cegamente, sem verificar os factos.
Basta que alguém (homem ou mulher) se dirija a uma esquadra e se queixe do seu cônjuge/companheiro/namorado/ex-cônjuge/ex-companheiro/ex-namorado, e sem mais, é-lhe de imediato concedido o estatuto de vítima, e o alegado agressor, fica logo ali, também sem mais, estigmatizado com o rótulo de “agressor”.
E isto, está a deixar algumas pessoas reféns de outras menos bem formadas “largas-me? Vou fazer queixa de ti, digo que me bateste”, e vão. E dizem que já foram muitas vezes agredidas, e que têm medo do agressor, e o “agressor” fica com a vida feita num oito.
Imaginem que tropeçam na rua (ou noutro lado qualquer), que se queimam a cozinhar, que martelam um dedo a espetar um prego para pendurar um quadro (situações meramente exemplificativas, consigo imaginar milhentas), e com estas mazelas vão fazer queixa da vossa cara-metade, eles aceitam a vossa versão, sem mais.
É injusto! A intenção da Lei é boa, mas peca por que incompleta, não protege todos, não verifica factos antes de agir, e com a sua existência começam a haver demasiados reféns.
Podemos voltar à Lei anterior? Em que os casos de violência doméstica estavam protegidos, mas tinham que ser, sem margem para dúvida, confirmados?
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quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Angoulême
Tarte de limão
Informo, os visitante que não falem francês que não devem dizer “fixe” nos restaurantes, a menos que queiram comer “fish”.
(empregada simpatiquissíma, em espera mode)
Diabbo-marido – Olha e que tal se comêssemos bife?
Eu – Fixe, apetece-me carne.
Empregada linda e simpática – ohhh fish, trés bien.
Eu – (atrapalhação mode) Não não (com imensa sinalética à mistura) fixe, for me means ok.
Empregada super querida e simpática – Hãããnn?? (este hãããnn foi em francês, evidentemente).
Eu (vencida) – Ok, pode ser peixe. Yes, fish.
E pronto comemos um peixe magnífico! Ainda tentamos saber que peixe era aquele, ela respondeu algo parecido com “pongo” ou “pongol”… fiquei na mesma.
E devo dizer que não foi muito caro. O que encarece as refeições são as bebidas, catano, que caro é beber em França!
Mais, todos – mas mesmo todos – os restaurantes onde fomos, que cá, na tugalândia, estarão ao nível dos restaurantes de bairro que servem “pratos do dia”, atendem os fregueses com uma simpatia que não tem tamanho, e (muito importante) todos os pratos vêm com uma apresentação magnífica, desde os pratos de entrada até às sobremesas. Fazem sempre, sempre, um miminho no prato. Por que sim, os olhos também comem.
Se forem a Angoulême, vão comer ao Safari, fica muito perto do Le Chat Noir (bar muito frequentado pelos artistas de BD), não se vão arrepender.
Se quiserem ler sobre as exposições, e cromices bedéfilas vão aqui
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Aventuras gaulesas
Angoulême é uma cidade catitíssima, é pena que seja longe cumó catano, mas eu era diabba para me habituar a viver ali… no verão.
Foi uma aventura chegar lá, isto porque logo no aeroporto de Lisboa… esqueci-me da mochila no wc, que era só onde tinha a documentação, e cerca de 500€ em dinheiro… que stress, se tivesse coração tinha tido uma síncope (ou até uma sextope).
Corri como se não houvesse amanhã, desde o sítio do check-in até onde a tinha deixado, cheguei lá esbaforida, e claro, já lá não estava, estava uma hospedeira da tap a lavar as mãos, que olhou para o meu ar desesperado, e disse sorridente “está na polícia, entreguei-a lá”… nem lhe agradeci, estava de cabeça perdida.
Polícia - estavam já a abrir a mochila, eu nem os vejo bem, fixo a mochila, solto um ar que significava “milagre, milagre” (daqueles que a concorrência fala), e diz o polícia “veja se tem tudo lá dentro”, eu “tem, tem” e nem olhei, agarrei na mochila, e desatei a correr de novo… também me esqueci de lhes agradecer o terem acreditado que aquela mochila era minha, nem me pediram identificação, nem prova que a mochila era minha. Tal devia ser a minha cara.
Agradeço agora: Obrigada Srª Hospedeira (com H grande, é merecido), e obrigado Srs. Polícias, por não me fazerem perder tempo… mas deviam ter confirmado que era mesmo minha, é o vosso trabalho. E sim, estava TUDO dentro da mochila.
Chegados a Paris, e não conhecendo nada, optamos por ir de táxi até Montparnasse (gare TGV), catano, apanhamos um louco ao volante, isto para além de ter uma fixação pela limpeza do tablier, que limpava furiosamente… com a unha. Também gostava de escrever (num bloquinho), fazer telefonemas, e conduzir sem os pés nos pedais, nem mãos no volante, acho que usava um joelho, isto enquanto voávamos baixinho pelo trânsito caótico de Paris! Alguém faça lá umas rotundas.
Quando regressámos, encontramos outro louco ao volante, tanto que, ao chegarmos ao aeroporto, deu uma toutiçada numa ambulância, eu assustei-me, dei um grito, e o gajo diz (em francês) “ah as mulheres são todas iguais, qualquer coisa dão logo gritinhos” e IMITOU O MEU GRITO. Ficou com um ar amaricado, com a imitação, até porque nem eu sei onde fui arranjar aquele grito de galinha ferida… Ainda bem que já tínhamos chegado, pagamos, saímos e fomos apanhar seca dentro do aeroporto. Isto de viajar é muito stressante.
No próximo post vou falar de Angoulême, claro.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Onde está o rato?
Já todos os amigos sabem que a diabbita-minorca adora desenhar, e então agora que recebeu um presente do Miguel, e do David, que é nada mais nada menos uma enorme caixa (de lata) de lápis, está em grande produção.
Porque "tem muitas cores", e "pintam muito bem"... não vou ganhar para papel.
E então? Já descobriram onde está o rato?
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domingo, janeiro 16, 2011
Diabba, a fotografa
8ª fotografia tirada, com a máquina nova. Perante isto... só pode melhorar, não é?
Paparazzi temei, comprei uma máquina fotográfica!! E vou andar com ela no bolso. (tom veladamente ameaçador, de olhos semi-cerrados mode)
Gosto de fotografia (macros principalmente, gosto de pormenores), mas o meu jeito para tirar retratos é nulo. Saiem tremidas, ou, quando assim não é, o que sai não se parece nada com o que eu vi.
Eu (por exemplo) vejo uma linda flor, e zás, fotografo-a. O que sai na foto (se não sair tremida)? Vê-se uma flor raquítica, com pétalas secas ou comidas pelos caracóis, nada parecida com aquilo que eu vi. Ou então, fotografo algo com um belo enquadramento, o que sai? Fios eléctricos por todo o lado a estragarem a foto.
Tenho cá para mim que, entre o que eu vejo, e o que a máquina “vê”, há ali um momento em que toda a realidade muda. Serão os duendes?
Desistir de fotografar? Pffff já vos disse que comprei uma máquina nova? Cor-de-rosinha, linda. (para fazer inveja ao marido, que já me tentou aliciar com uma troca… pfff)
Paparazzi temei, comprei uma máquina fotográfica!! E vou andar com ela no bolso. (tom veladamente ameaçador, de olhos semi-cerrados mode)
Gosto de fotografia (macros principalmente, gosto de pormenores), mas o meu jeito para tirar retratos é nulo. Saiem tremidas, ou, quando assim não é, o que sai não se parece nada com o que eu vi.
Eu (por exemplo) vejo uma linda flor, e zás, fotografo-a. O que sai na foto (se não sair tremida)? Vê-se uma flor raquítica, com pétalas secas ou comidas pelos caracóis, nada parecida com aquilo que eu vi. Ou então, fotografo algo com um belo enquadramento, o que sai? Fios eléctricos por todo o lado a estragarem a foto.
Tenho cá para mim que, entre o que eu vejo, e o que a máquina “vê”, há ali um momento em que toda a realidade muda. Serão os duendes?
Desistir de fotografar? Pffff já vos disse que comprei uma máquina nova? Cor-de-rosinha, linda. (para fazer inveja ao marido, que já me tentou aliciar com uma troca… pfff)
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Orgulho
Estou aqui inchada (não, não estou gorda, tudo isto é inchaço (para além de ser baixa) hihihihi), hoje foram-me entregues as notas da diabbita-minorca, referentes ao 1º período, tudo MB e B+ (excepto a ginástica, que "foi só" B). Que assim se mantenha.
Roam-se!
Roam-se!
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quarta-feira, dezembro 29, 2010
A outra
Quantas mulheres andam, neste canteiro mal frequentado, preocupadas com "a outra" que, sempre que pode se mete entre elas e o marido? Se pudessem, que fariam?
Eu, que sou uma diabba liberal, deixo-a viver cá na caverna, assim como assim, eu também gosto (muito) dela, e ela de mim. É um bocado cabeça no ar, desmiolada mesmo, não tem noção do certo e errado, mas tudo o que faz é para nos agradar. A sério!
Mas às vezes é inconveniente, tenta meter-se entre nós, na cama, e se me vê a levantar, nem que seja para ir tapar a diabita-minorca (ohhh serzinho mais calorento), vupppttt lá vai ela toda lampeira encostar-se ao diabbo-marido, com um ar de sonsa que ninguém aguenta.
(clikem para aumentar, e vejam se não tem mesmo um arzinho de sonsa-mor)
Eu, que sou uma diabba liberal, deixo-a viver cá na caverna, assim como assim, eu também gosto (muito) dela, e ela de mim. É um bocado cabeça no ar, desmiolada mesmo, não tem noção do certo e errado, mas tudo o que faz é para nos agradar. A sério!
Mas às vezes é inconveniente, tenta meter-se entre nós, na cama, e se me vê a levantar, nem que seja para ir tapar a diabita-minorca (ohhh serzinho mais calorento), vupppttt lá vai ela toda lampeira encostar-se ao diabbo-marido, com um ar de sonsa que ninguém aguenta.
(clikem para aumentar, e vejam se não tem mesmo um arzinho de sonsa-mor)
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terça-feira, dezembro 21, 2010
Na sombra... J.R. Ward
Acabei de devorar mais dois livros da colecção “Irmandade da Adaga Negra”, ou, como diriam nuestros hermanos “La Hermandad de la Daga Negra”, e porque me dou ao trabalho de dizer o nome da colecção em castelhano?? Porque li os livros em castelhano.
Em Portugal, edita-se tudo e mais um par de botas, todos os jornalistas, cantores, amigos de editores, jardineiros, cabeleireiras, eu sei lá… todos editam um livrinho, mas as editoras apostarem na continuação de colecções que começam… isso é que não. E depois queixam-se que não vendem…
Começo a achar que faltam bons directores nas editoras, sim, porque apostar num lançamento de um livro da treta, só porque o autor já esteve no Big Brother (por exemplo)… poupem-me sim?
Assim sendo passei-me para os livros em castelhano, consigo lê-los bem, há uma palavra ou outra, ou até cinco, que não percebo, mas chego lá pelo contexto, e se mesmo assim não perceber, uso o dicionário, e já estou tão imbuída do espírito que já não traduzo mentalmente.
Agora preciso dos volumes 6, 7, e 8, vou tentar arranjá-los rapidamente, socorrendo-me de amigos que vivem lá, tenho a certeza que o Miguel, ou o David me ajudarão na aquisição e mos enviam.
Nota1: os livros são sobre vampiros, mas em Espanha estão classificados como “literatura romántica”, deve ser porque há sempre uma história de amor (em que livro é que não há??) e muito sexo à mistura.
Nota2: a autora fala muito de sexo, é bastante descritiva, mas é muito “feijão com massa”, deve ter uma vida sexual um nadita poh monótono. Espero que o marido dela entenda a indirecta, e comece a ser mais criativo. ]:-D
Nota3: Ainda bem que as editoras portuguesas não traduzem à letra o título dos livros, nunca teria começado a comprar, se tivessem traduzido à letra “Dark Lover”. E as capas portuguesas são lindas.
Em Portugal, edita-se tudo e mais um par de botas, todos os jornalistas, cantores, amigos de editores, jardineiros, cabeleireiras, eu sei lá… todos editam um livrinho, mas as editoras apostarem na continuação de colecções que começam… isso é que não. E depois queixam-se que não vendem…
Começo a achar que faltam bons directores nas editoras, sim, porque apostar num lançamento de um livro da treta, só porque o autor já esteve no Big Brother (por exemplo)… poupem-me sim?
Assim sendo passei-me para os livros em castelhano, consigo lê-los bem, há uma palavra ou outra, ou até cinco, que não percebo, mas chego lá pelo contexto, e se mesmo assim não perceber, uso o dicionário, e já estou tão imbuída do espírito que já não traduzo mentalmente.
Agora preciso dos volumes 6, 7, e 8, vou tentar arranjá-los rapidamente, socorrendo-me de amigos que vivem lá, tenho a certeza que o Miguel, ou o David me ajudarão na aquisição e mos enviam.
Nota1: os livros são sobre vampiros, mas em Espanha estão classificados como “literatura romántica”, deve ser porque há sempre uma história de amor (em que livro é que não há??) e muito sexo à mistura.
Nota2: a autora fala muito de sexo, é bastante descritiva, mas é muito “feijão com massa”, deve ter uma vida sexual um nadita poh monótono. Espero que o marido dela entenda a indirecta, e comece a ser mais criativo. ]:-D
Nota3: Ainda bem que as editoras portuguesas não traduzem à letra o título dos livros, nunca teria começado a comprar, se tivessem traduzido à letra “Dark Lover”. E as capas portuguesas são lindas.
sábado, dezembro 18, 2010
A Diabbita-Minorca deseja
Que todos sejam felizes,
e que persigam sempre os vossos sonhos
por mais impossíveis que possam parecer.
Os mortais só não obtêm o que não desejam.
E por isso, cuidado com o que desejam...
(Nota: Aqueles dois bonecos estranhos são
ouriços cacheiros com os picos em pé, "são do rock")
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Solstício de Inverno
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Crise, esse mito moderno
Há séculos que observo os humanos, gostam de deuses, e também de demónios (obrigado, obrigado), criam mitos, matam realidades. Não sei o que querem.
O último mito é o da crise, anda tudo louco com uma tal de crise que, confesso, não sei o que seja.
No início pensei “oh valha-me a concorrência, querem lá ver que a tal crise vai matar um porradão de humanos com fome? Vou ter que arranjar espaço extra no Inferno”, mas depois verifiquei que não, as almas continuaram a chegar com a cadência do costume.
Decidi subir, e ver o que se passava, e que vi eu? Humanos bem vestidos, muitos deles (mais que muitos) vivem nos chamados bairros sociais, mas isso não é impedimento para terem roupas de marca, e carros com boa cilindrada.
No fim de semana passado abriu uma grande superfície de electrodomésticos, e eu pensei “estes humanos são loucos, então não sabem que, com a tal crise, não vão conseguir vender nada?”, e claro fui confirmar a suspeita.
Enganei-me, aquilo estava apinhado, não havia lugar para estacionar o caverna-carro, e dentro da tal superfície comercial era o inferno, puro e duro. Centenas de pessoas a comprar, a comprar (sim: a comprar).
E dei comigo a pensar noutra coisa… “desde que se começou a falar da tal crise, os preços não têm subido em flecha, e os juros bancários até desceram, então os da habitação, ui ui que sabe tão bem pagar menos 150€/mês”. Portanto ao invés de falarem mal dum tal senhor-que-diz-que-é-engenheiro, porque é que não lhe agradecem?
Os humanos são uns ingratos.
Mais, passei a respeitar o trabalho dos jornalistas, que entrevistam uns pobrezinhos, que dizem não ter emprego, nem coisas para comer, nem o que vestir, nem onde morar, cum catano, é um trabalho de investigação digno de louvar, devem ser tão difíceis de encontrar.
Não acreditam em mim? Saiam à rua e olhem em volta.
O último mito é o da crise, anda tudo louco com uma tal de crise que, confesso, não sei o que seja.
No início pensei “oh valha-me a concorrência, querem lá ver que a tal crise vai matar um porradão de humanos com fome? Vou ter que arranjar espaço extra no Inferno”, mas depois verifiquei que não, as almas continuaram a chegar com a cadência do costume.
Decidi subir, e ver o que se passava, e que vi eu? Humanos bem vestidos, muitos deles (mais que muitos) vivem nos chamados bairros sociais, mas isso não é impedimento para terem roupas de marca, e carros com boa cilindrada.
No fim de semana passado abriu uma grande superfície de electrodomésticos, e eu pensei “estes humanos são loucos, então não sabem que, com a tal crise, não vão conseguir vender nada?”, e claro fui confirmar a suspeita.
Enganei-me, aquilo estava apinhado, não havia lugar para estacionar o caverna-carro, e dentro da tal superfície comercial era o inferno, puro e duro. Centenas de pessoas a comprar, a comprar (sim: a comprar).
E dei comigo a pensar noutra coisa… “desde que se começou a falar da tal crise, os preços não têm subido em flecha, e os juros bancários até desceram, então os da habitação, ui ui que sabe tão bem pagar menos 150€/mês”. Portanto ao invés de falarem mal dum tal senhor-que-diz-que-é-engenheiro, porque é que não lhe agradecem?
Os humanos são uns ingratos.
Mais, passei a respeitar o trabalho dos jornalistas, que entrevistam uns pobrezinhos, que dizem não ter emprego, nem coisas para comer, nem o que vestir, nem onde morar, cum catano, é um trabalho de investigação digno de louvar, devem ser tão difíceis de encontrar.
Não acreditam em mim? Saiam à rua e olhem em volta.
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sexta-feira, dezembro 10, 2010
Sou a maior
Tenho reparado – porque embora não seja grande comentadora, leio bastantes blogs – que a malta perdeu a noção da realidade. A sério.
Todos têm um bom gosto a toda a prova.
Todos escrevem num português para lá de muito bom.
Todos são uns grandes artistas.
Não vos parece que algo está errado por aqui? As almas perderam, todas, a auto-critica?? E passaram a acreditar nesses manteigueiros desconhecidos, que só elogiam porque sim, e suspeito que alguns elogiam só para verem até onde chega a tolice do elogiado…
Imaginem que (é mera hipótese, nada próxima da realidade) eu escrevia poemas, e claro, plantava tudo no blog, à espera de elogios, evidentemente, porque quem não me elogiar (mesmo que seja duma forma construtiva) é um acéfalo que não percebe nada de peixe-agulha, e só se passeia pelos blogs para dizer mal dos autores dos mesmos, e dos quais tem é inveja.
Ou seja: só se pode elogiar, senão, ou apagam o comentário, ou simplesmente o comentador é chacinado por uma bando de lambe-botas, em defesa do artista.
Mas porra, custa muito a um fotografo, que colocou um foto, assumir que a foto é vulgar?? (fotos de mar com um barquinho ao fundo… oh poupem-me as tranças pah).
Custa muito ao que escreveu um arremedo de poesia assumir que aquilo é mais um desabafo do que um poema?
Custa muito a um pintor/desenhador assumir que não sabe desenhar esta ou aquela parte do corpo? (e acreditem há partes muito difíceis de desenhar)
Custa muito declarar “fiz o meu melhor, mas isso não significa que seja o maior nesta área”?
O excesso de modéstia enerva-me (porque é falso), mas a falta dela ainda me enerva mais, porque aí, o imodesto, não tem, mesmo, noção da realidade.
E informo que tu, tu e tu, (queriam links, não era?? cada um faça um bom exame de auto-crítica, é para todos) não são os maiores. Eu é que sou!
]:-D
Todos têm um bom gosto a toda a prova.
Todos escrevem num português para lá de muito bom.
Todos são uns grandes artistas.
Não vos parece que algo está errado por aqui? As almas perderam, todas, a auto-critica?? E passaram a acreditar nesses manteigueiros desconhecidos, que só elogiam porque sim, e suspeito que alguns elogiam só para verem até onde chega a tolice do elogiado…
Imaginem que (é mera hipótese, nada próxima da realidade) eu escrevia poemas, e claro, plantava tudo no blog, à espera de elogios, evidentemente, porque quem não me elogiar (mesmo que seja duma forma construtiva) é um acéfalo que não percebe nada de peixe-agulha, e só se passeia pelos blogs para dizer mal dos autores dos mesmos, e dos quais tem é inveja.
Ou seja: só se pode elogiar, senão, ou apagam o comentário, ou simplesmente o comentador é chacinado por uma bando de lambe-botas, em defesa do artista.
Mas porra, custa muito a um fotografo, que colocou um foto, assumir que a foto é vulgar?? (fotos de mar com um barquinho ao fundo… oh poupem-me as tranças pah).
Custa muito ao que escreveu um arremedo de poesia assumir que aquilo é mais um desabafo do que um poema?
Custa muito a um pintor/desenhador assumir que não sabe desenhar esta ou aquela parte do corpo? (e acreditem há partes muito difíceis de desenhar)
Custa muito declarar “fiz o meu melhor, mas isso não significa que seja o maior nesta área”?
O excesso de modéstia enerva-me (porque é falso), mas a falta dela ainda me enerva mais, porque aí, o imodesto, não tem, mesmo, noção da realidade.
E informo que tu, tu e tu, (queriam links, não era?? cada um faça um bom exame de auto-crítica, é para todos) não são os maiores. Eu é que sou!
]:-D
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sábado, dezembro 04, 2010
Olá vampiro bom
Esta é a letra de uma música que saiu em 1971 (sim sim, percam a esperança, estou a ler a informação, ou acham que, de repente, comecei a perceber de música?), repito 1971, e... está tão actual não está??
Olá, vampiro bom
Nas masmorras do castelo
Ainda sonhas com correntes, tiradentes
com fantasmas e dragões
Vai perdendo as ilusões
Amigo vampiro bom
Tenho medo é dos vampiros todos giros
Que me mordem pela calada
Estás ultrapassado
Na maneira de agir
É que o vampiro de hoje
Já nem se faz sentir
E passeia-se pela rua
Mascarado de ser humano
Como um burguês suburbano
Com touradas, futebol, a família, macacadas, garrafões
Olá, vampiro bom
Que namoras o meu sangue
Como todos os vampiros que se prezam
Idolatras Frankenstein
Vai perdendo as ilusões
Amigo vampiro bom
Tenho medo é dos vampiros todos giros
Que me mordem pela calada
É que estás ultrapassado
Na maneira de agir
Pois o vampiro de hoje
Já nem se faz sentir
E passeia-se pela rua
Mascarado de ser humano
Como um burguês suburbano
Com touradas, futebol, a família,
macacadas, garrafões
Tenho medo é dos vampiros todos giros
Que me mordem pela calada
Nota: mando um presente ao primeiro que disser quem canta (cantou, mas poderia continuar a cantar, continua vivo). Pista: é português. hihihihihihi
Teresa tu não podes concorrer, seria injusto, tu sabes tudo, és horrível. ]:-D
Olá, vampiro bom
Nas masmorras do castelo
Ainda sonhas com correntes, tiradentes
com fantasmas e dragões
Vai perdendo as ilusões
Amigo vampiro bom
Tenho medo é dos vampiros todos giros
Que me mordem pela calada
Estás ultrapassado
Na maneira de agir
É que o vampiro de hoje
Já nem se faz sentir
E passeia-se pela rua
Mascarado de ser humano
Como um burguês suburbano
Com touradas, futebol, a família, macacadas, garrafões
Olá, vampiro bom
Que namoras o meu sangue
Como todos os vampiros que se prezam
Idolatras Frankenstein
Vai perdendo as ilusões
Amigo vampiro bom
Tenho medo é dos vampiros todos giros
Que me mordem pela calada
É que estás ultrapassado
Na maneira de agir
Pois o vampiro de hoje
Já nem se faz sentir
E passeia-se pela rua
Mascarado de ser humano
Como um burguês suburbano
Com touradas, futebol, a família,
macacadas, garrafões
Tenho medo é dos vampiros todos giros
Que me mordem pela calada
Nota: mando um presente ao primeiro que disser quem canta (cantou, mas poderia continuar a cantar, continua vivo). Pista: é português. hihihihihihi
Teresa tu não podes concorrer, seria injusto, tu sabes tudo, és horrível. ]:-D
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Decoração solsticiana
Ora cá estão as fotos da decoração, que eu, e a diabbita-minorca andamos a fazer hoje.
Não sei como é que vai ser, entre a mephista-Flor, e a Diabbita-minorca, venha a concorrência e escolha. A primeira vai tentar trincar tudo, às escondidas, a segunda vai tentar mudar tudo de lugar... todos os dias.
O pinheiro (artificial) alombou com as decorações todas misturadas, porque assim o quis a princesa Diabbita. (um dia destes mostro o pinheiro)
Obs: Notam alguém diferente nas fotos??
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segunda-feira, novembro 29, 2010
Beatles - o livro do Abel Rosa
CLIKEM NAS IMAGENS PARA VER MELHOR (guardem a lupa, sinhe?)
Gosto do Abel Rosa. Mesmo.
Tem uma alegria interior inabalável, e uma energia inesgotável. Se o Abel se pudesse multiplicar em várias personalidades, todas elas seriam hiperactivas. Nunca vi tanta energia junta, num só humano. Cum escafandro, até assusta.
O que me leva a falar do Abel? Um livro. O livro do Abel.
Podem ler o artigo que foi publicado este semana no Jornal Expresso (clikem nas fotos), e ficam a saber de que se trata, mas digo-vos que, se gostam de música, (amam, parece que os Beatlemaníacos não se ficam pelo “gostar”, amam com paixão crescente os fab four), aconselho, vivamente, que corram para a FNAC, e tentem comprar um exemplar do livro, há pouquíssimos. A edição foi de apenas 750 exemplares, e dois são meus.
Gosto do Abel Rosa. Mesmo.
Tem uma alegria interior inabalável, e uma energia inesgotável. Se o Abel se pudesse multiplicar em várias personalidades, todas elas seriam hiperactivas. Nunca vi tanta energia junta, num só humano. Cum escafandro, até assusta.
O que me leva a falar do Abel? Um livro. O livro do Abel.
Podem ler o artigo que foi publicado este semana no Jornal Expresso (clikem nas fotos), e ficam a saber de que se trata, mas digo-vos que, se gostam de música, (amam, parece que os Beatlemaníacos não se ficam pelo “gostar”, amam com paixão crescente os fab four), aconselho, vivamente, que corram para a FNAC, e tentem comprar um exemplar do livro, há pouquíssimos. A edição foi de apenas 750 exemplares, e dois são meus.
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domingo, novembro 28, 2010
O quadro da Marta
E como o prometido (há alguns meses) é devido, aqui está ele.
Parece-me que tem tudo a ver com a Marta, mas se ela não gostar, fico com ele. O diabbo-marido gostou, e por acidente até lhe colocou umas purpurinas "ai e tal desculpa, dei uma cotovelada, e a tela da diabbita-minorca (que também esteve a pintar) colou-se...".
E não, não me venham melgar que o quadro é básico, e coiso, que aquilo qualquer pessoa faz, e o escafandro. Então façam, e ofereçam de presente de Solstício, sempre poupam uns trocos em presentes e, garantidamente, dão presentes originais.
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sábado, novembro 27, 2010
Solstício de Inverno
Gosto particularmente das festas do Solstício de Inverno. (E não, não é a comemoração de um certo nascimento… pensem pah… pastores a pastorear à noite? A dormirem com os rebanhos?? Só quem nunca teve um rebanho – e o meu amado diabbo-avô teve – é que pode crer numa coisa dessas. A tal criancinha, cá para mim nasceu (se é que nasceu tal ser) quando as noites já eram mais quentes, mas isto sou eu, que sou uma incréu).
Bom, mas gosto da época, e festins, à volta deste Solstício, e é claro adaptei-me a estas modernices de marmanjo barbado vestido de vermelho, e presentes, etc etc. . Só não me adaptei às batatas cozidas com bacalhau e couves. Blhéckkk, não é que não goste, mas… na noite de Solstício?? Vão-se tratar. Eu quero é comida que me ponha as papilas a dar saltinhos, pelo que, todos os anos há pitéus na mesa da caverna, que são de lamber os dedos, mas ninguém lá vê batatas cozidas com bacalhau e couves.
Tudo isto para quê? Para vos dizer que está inaugurada a época do Solstício de Inverno, foi a Dóris Marques V., que a inaugurou, com o primeiro postal (o da imagem).
Gosto tanto de ti Dóris. Obrigada por estares aí, tão longe, e sempre tão perto de mim.
Prettige Kerstdagen en een Gelukkig Nieuwjaar, pra ti também
quinta-feira, novembro 25, 2010
Contratos perigosos
Vou contar uma história:
Imaginem que há alguns anos (vá, uns 13 anos) fizeram um contrato de crédito ao consumo com um banco, que não querendo dizer qual, digo que começa por M, e termina com m, tendo umas letritas p’lo meio que juntas dão illenniu, mas que, tontos (os homens são todos tontos) assinaram tudo o que a vossa ex (que ainda não era ex, mas quase-ex) vos deu para assinar, dizendo qualquer coisa como “está descansado, pagarei todas as mensalidades, a tua assinatura é só porque, oficialmente, ainda estamos casados”.
Nunca mais pensam no assunto, assumem que tudo está pago, perdem o rasto à ex, nunca são contactados pelo tal Banco, logo, se não são contactados é porque está tudo bem, e pago. Certo?? Errado.
Não sabem se foi pago ou não, não têm como provar coisa nenhuma, mas a vossa assinatura está lá, no tal contrato. Que faz o Banco? Executa o contrato.
Não têm conta no tal Banco, nunca tiveram, o Banco não apresenta nenhuma livrança assinada (é costume assinar-se uma livrança em branco, certo?), apenas o contrato, e executa, pela totalidade da dívida, mais juros de uns anos "de atraso no pagamento".
E a (in)Justiça parece dar razão ao Banco. Sem mais.
Ou seja, tenham MUITO cuidado, fizeram crédito ao consumo? Pagaram tudo? Mudaram de casa, perderam os documentos, ou deitaram-nos fora passados uns anos, porque “está tudo pago”? Fizeram mal.
O banco, munindo-se do contrato original (que nunca devolve aos clientes) executa-o, e vocês têm que pagar tudo de novo, acrescido de juros de muitos anos.
Injusto? Pois é, mas é assim.
E para “cultura geral” o Banco pode exigir o cumprimento deste tipo de contrato durante 20 anos, que é o prazo de prescrição da dívida.
Já pagaram? Perderam o recibo de quitação? Não conseguem provar o pagamento? Temos pena. Paguem de novo.
Tenham muito cuidado, com o tal Banco que começa por M, termina com m, e tem pelo meio as letras illenniu, estão a fazer assaltos a coberto da (in)Justiça.
segunda-feira, novembro 22, 2010
O grande umbigo
Está visto que todas as almas querem ser o centro do mundo, tal é o frenesim de amigos, grupos, páginas, siga-o-meu-blog, etc etc.
Nem pedem nada de especial, apenas que cliquemos no “gosto”, mesmo que nunca mais os visitemos, que não saibamos o que querem. Para essas almas só contam os números.
Até as imagino, pavoneando-se “ahhh só tens 312 amigos, fraquinha” “eu tenho 1712, e vou fazer uma página de fãs”.
Anseiam por ser reconhecidas, apesar de fingirem que a fama não as move, mas tudo fazem para receber um clik de “gosto” em todas as publicações que fazem.
Se eu conheço todos os “amigos” da minha lista? É claro que não. Na verdade a grande maioria só lá estão porque jogamos os mesmos jogos, limitamo-nos a ser “vizinhos”, trocamos “presentes” e temos o bom senso de não passar disso.
Se conheço almas que, mesmo não conhecendo, tenho empatia? Conheço. São poucas, trocamos galhardetes nos comentários, não nos limitamos aos “gosto”, e um dia destes, como são poucas, vou conhecê-las.
Se já conheci almas, ao vivo e a cores, devido ao FB? Já, e confesso que foram gratas surpresas (olá Dóris, Luísa, Henrique, Mané, Francisco, Mónica).
Pergunto-me onde andarão esses energúmenos que dizem que pululam pelas redes sociais. Eu tenho uma sorte dos diabbos, só me saiem almas “asa branca” (como o bacalhau).
Mas começo a ficar cheia de algumas almas que, não o sendo, se consideram uns seres superiores, falam sempre “do alto da burra” (como diria a minha diabba-mamã), e têm sempre uns lambe-botas a dizer amén, mesmo que só falem de roupas, vernizes, e cremes anti-rugas.
Ahhh, e já me esquecia, todos esses umbigos superiores, são lindos de morrer. Os que os seguem são umbigos bonitinhos. E os que não lhes ligam nenhuma, de tão feios que são, serão desumbigados não tarda nada.
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domingo, novembro 14, 2010
Coisas e loisas
Este fim de semana exagerei, fui ver dois filmes. Um como convidada e o outro paguei o bilhete.
Não quero ser indelicada e morder a mão que me ofereceu o bilhete, e por isso nem vou dizer que filme fui ver, (adivinhem) digamos que, do todo… gostei da música. A sério. (e para eu me ter focado na música, quem me conhece pode tirar boas ilações acerca do filme). Os meus quase 746 anos já não se compadecem com filmes para totós adolescentes.
E ainda tive a falta de sorte de os adolescentes que estavam na fila da frente terem comido castanhas (só podem ter sido isso), tal era o pivete que de vez em quando se sentia. Porra, cum escafandro, porcos sebentos, deviam ser obrigados a mergulhar em gás metano, a ver se gostavam.
Também reparei que, na generalidade, os adolescentes (eles e elas) não são amigos de banho, todos tinham os cabelos sebentos e baços. E todos usam uns óculos de massa medonhos.
Descobri, ainda, que o John Malcovich devia ganhar juízo e manter-se na área que domina, a representação, e deixar-te de parvoíces, como achar que sabe desenhar roupa. (não sabe sequer desenhar, e a roupa “desenhada”… oh balha-me a concorrência…), a exposição estava no Salão de Congressos do Estoril, onde também decorria o Estoril Film Festival.
Obrigado Hugo e Vidazinha, pela companhia, quer no filme quer no jantar. Têm que vir buscar as alheiras, que afinal não levaram.
Hoje, domingo, fui com a diabbita-minorca ver "Gru – o maldisposto”, e… vim encantada. Bem feito, história facilmente entendível para o público a que se destina, com gags direccionados ao público minorca, e que os acompanhantes (vulgo adultos) também acham graça.
Mostra que afinal até os corações mais empedernidos podem amolecer. Até um cão feroz, e cheio de dentes, que por lá anda acabou por se render, ou se rendia ou era abraçado ainda mais vezes.
Recomendo. Eu fui ver a versão dobrada em português (até porque, temos óptimas dobragens, e os diálogos, e piadas, são adaptados à nossa realidade), mas podem sempre ver a versão original. Há em 3D e digital.
Não quero ser indelicada e morder a mão que me ofereceu o bilhete, e por isso nem vou dizer que filme fui ver, (adivinhem) digamos que, do todo… gostei da música. A sério. (e para eu me ter focado na música, quem me conhece pode tirar boas ilações acerca do filme). Os meus quase 746 anos já não se compadecem com filmes para totós adolescentes.
E ainda tive a falta de sorte de os adolescentes que estavam na fila da frente terem comido castanhas (só podem ter sido isso), tal era o pivete que de vez em quando se sentia. Porra, cum escafandro, porcos sebentos, deviam ser obrigados a mergulhar em gás metano, a ver se gostavam.
Também reparei que, na generalidade, os adolescentes (eles e elas) não são amigos de banho, todos tinham os cabelos sebentos e baços. E todos usam uns óculos de massa medonhos.
Descobri, ainda, que o John Malcovich devia ganhar juízo e manter-se na área que domina, a representação, e deixar-te de parvoíces, como achar que sabe desenhar roupa. (não sabe sequer desenhar, e a roupa “desenhada”… oh balha-me a concorrência…), a exposição estava no Salão de Congressos do Estoril, onde também decorria o Estoril Film Festival.
Obrigado Hugo e Vidazinha, pela companhia, quer no filme quer no jantar. Têm que vir buscar as alheiras, que afinal não levaram.
Hoje, domingo, fui com a diabbita-minorca ver "Gru – o maldisposto”, e… vim encantada. Bem feito, história facilmente entendível para o público a que se destina, com gags direccionados ao público minorca, e que os acompanhantes (vulgo adultos) também acham graça.
Mostra que afinal até os corações mais empedernidos podem amolecer. Até um cão feroz, e cheio de dentes, que por lá anda acabou por se render, ou se rendia ou era abraçado ainda mais vezes.
Recomendo. Eu fui ver a versão dobrada em português (até porque, temos óptimas dobragens, e os diálogos, e piadas, são adaptados à nossa realidade), mas podem sempre ver a versão original. Há em 3D e digital.
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segunda-feira, novembro 08, 2010
Alheiras artesanais
(A foto tirei com o telemóvel, são mesmo estas, as que fizemos)
Gosto de alheiras, daquelas feitas pela minha diabba-mamã, cheias de carne de vaca, coelho, galinha, e galo, e azeitinho do bom. Nada de porco, nem carne nem gordura do dito (vulgo banha).
Só que, estas coisas, bem feitas, demoram o seu tempo, cansam. Por isso, e também porque achei que estava na altura de aprender a fazer tal pitéu, fui até à caverna da minha amada mamã, com a Martuncha, e metemos mãos ao trabalho.
É trabalhoso? É. Faz-se bem? Faz. E é divertido estar perto da minha mãe, uma verdadeira diabba-mamã do norte (suspeito que com umas 2 ou 3 costelas minhotas).
E já percebi porque é que os primeiros preservativos eram feitos de tripa de vaca… hihihihi aquilo tem um ar estranho (são muito finas em termos de espessura), e estarmos a enfiar a tripa no bocal do funil… uiiii muito excitante (para o funil, claro), e depois era encher, a minha mamã atar, e no final, por ao fumeiro. Literalmente.
A Martuncha até mandou uma boquita foleira “ai e tal, com essa prática toda de meter a tripa no funil, o diabbo-marido vai ficar contente por te voltar a ver”…. Pffff ele ia odiar a parte do cabo da colher de pau. Hihihihi
Querem uma alheira? É na boa, eu mando-vos a receita. ]:-D
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