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quinta-feira, março 10, 2011

Amsterdam

                                                              Chupas, trouxe 6, devia ter trazido uma caixa deles
                                                               O avô do homem-aranha (tendo em conta a idade e o corpinho)

No domingo rumamos a Amesterdão, foi uma festa logo no comboio. Sentamo-nos (porque a Dóris não reparou, e nós não sabíamos) numa carruagem de silêncio, onde quem lá se senta vai a estudar, ler, pensar, tudo o que queira, desde que não faça barulho, e nós fazíamos. Vai daí uma mocinha que lá estava, com um calhamaço nas mãos, levantou-se e mandou-nos calar – em holandês. Aquilo não é língua de gente, não dá para perceber nadinha. A miúda devia estar a treinar, pois o calhamaço eram exercícios de aprendizagem da língua nativa (disse-nos a Dóris, claro, que para mim aquilo parecia um tratado, tal era a grossura do “tijolo”).



Quando chegámos (perto do meio dia) era tal a quantidade de gente na rua, que parecia estarmos em plena hora de ponta, coisa que se manteve o dia inteiro, muita gente, gente vestida de todas a formas e feitios, mas, ao contrário do que eu estava à espera, nada de gente esquisita, com um ar descomposto (janados, pronto, eu tinha decidido que em Amesterdão andava tudo metido na droga), muita gente, mas todos com um ar normal… bofff


Compramos bilhetes para a exposição (não lhe posso chamar museu, não tem ar de museu, e acho que não era) da Madame Tussauds, para a parte da tarde, e como nos sobravam horas antes de tal visita, rumamos à “zona vermelha”.


Mais uma coisa em que ia com ideias pré-concebidas “ai e tal, mulheres na montra, muitos turistas” pffff nada disso, aquilo é uma zona má, frequentada por gente suspeita, onde há algumas mulheres nas montras, em biquini, embora uma me tenha impressionado pela idade. Há coisa que eu não imagino uma avozinha a fazer, e estar de biquini, numa montra, a abanar a anca, é uma delas.


O governo está a tentar livrar-se daquele “turismo” indesejado, não beneficia em nada a cidade, ou seja, é como a zona do Intendente, em Lisboa, não é por lá haver gente que se dedica à prostituição, e haver outra gente que usa esses serviços, que aquilo se transforma em zona de bom turismo, e segura para os turistas, antes pelo contrário.


A droga (ao contrário do que pensava – mais uma vez erradamente) não é permitida, é apenas tolerada. A prostituição é permitida (impostos, saúde, tudo como qualquer trabalhador), a droga apenas tolerada. Havia ruas em que bastava lá permanecer um bocadito para ficar com uma “moca”. Não gostei nada do cheiro daquela erva, a falsificada (que os tugas-trouxas consomem) quase não tem cheiro, suspeito que andam a fumar relva, em vez de cannabis.


A “Madame Tussauds” foi muito divertido, mas os bonecos de cera estão todos com um ar muito jovem, se calhar vai sendo altura de acrescentar rugas àquela gente. Não coloco fotos, porque uma de nós está sempre colada a um boneco, a diabbita-minorca queria tirar com toda a gente (de cera) por quem passava.


Conselho: Quando visitarem lugares que não conhecem, dos quais só ouviram falar, não acreditem em tudo o que ouvem, vão de cabeça limpa e arejada, e tirem as vossas conclusões, para não lhes acontecer o que me aconteceu a mim: passar o tempo todo a descobrir que estava errada.





quarta-feira, março 09, 2011

Den Haag

                                                                      
                                                                   Parlamento holandês
                                                                   Tribunal de Den Haag

As minhas relações de amizade não se medem em tempo. Há humanos que conheço há anos, de quem não sou amiga, e almas que conheço há pouco tempo mas por quem nutro uma profunda estima. A Dóris faz, sem dúvida, parte do último lote.



Convidou-me a visitá-la na “terra dela”, e eu aceitei.


Cum catano, a “terra dela” é linda, pacifica como deveriam ser todas as cidades, e com o trânsito que todas as cidades deveriam ter: nenhum.


A minha amiga desdobrou-se para nos (eu + diabbita-minorca + diabba-amiga Luísa) mostrar tudo, prescindiu do seu tempo para nos acompanhar, mostrou-nos com um orgulho admirável a terra que a acolheu, e que considera sua. Sim, porque nós não somos de onde nascemos, mas de onde escolhemos ser, e a Dóris é uma holandesa-tuga.


No primeiro dia foi-nos buscar ao aeroporto, acolheu-nos com umas tulipas na mão, feitas de madeira, lindas. Chegamos a casa, pousamos as malas, e… rua que se faz tarde.


Ainda tirei óptimas (modesta mode) fotografias, a uma cidade completamente plana (o único “monte” que encontrei durante toda a estadia, foi uma lomba numa rua), onde toda a gente anda de bicicleta, ou de transportes públicos (que funcionam, e cumprem horários), nunca vi tanta bicla junta, algumas com alguma ferrugem. (o mais certo era serem biclas esquecidas por donos desmemoriados pela bebida – parece que quando se perde a “nossa” bicla, o desporto nacional é fanar a que estiver mais à mão, e ala pra casa, hihihihi).


A simpatia dos holandeses (todos com quem me cruzei) é assim uma coisa acima da média, sempre a sorrir, e prontos a ajudar. O inglês é uma segunda língua e, pelo que percebi, todos a falam, portanto não há problema (sim que holandês é uma língua que só eles é que entendem).


Há lá imensos muçulmanos (imensos, mesmo), mas baralharam-me as ideias pré-concebidas que tinha acerca da indumentária que as mulheres usam. As mulheres tapam o cabelo, com uns lenços muitos apertados ao rosto, não se vê nem um fio de cabelo, mas… usam mini saia, e calças de ganga muito justas, não percebi , a sério, não podem mostrar o cabelo, mas podem mostrar o cu? Também vi mulheres com vestidos até aos pés (muçulmanas), mas não foi em numero expressivo, a maioria usa roupa curta/justa.


E logo no primeiro dia, encontrei o Tribunal da cidade, acho que eu olho para coisas que a maioria dos turistas (e até a holandesa-tuga) não olha. ]:-D


À noite, ainda fomos beber uns cosmopolitan, gostei (nunca tinha bebido) a Dóris entornou um nadita do dela, mas suponho que foi nervoseira tendo em conta a beleza (a sério) do porteiro do bar hihihihihi. E os barmen também faziam tremer até os espíritos mais sossegados, todos menos o meu, que sou uma diabba já de idade, e não me impressiono facilmente. (e o diabbo-marido ler este post também influencia o que atrás está escrito) hihihi.

Informação: Den Haag = Haia (a pronuncia não tem um som nem aproximado, ainda gostava de saber como é que chegaram à palavra Haia)





Nota: Vou aprender inglês.


Nota2: Amanhã faço outro post.

Plágio encapotado. Ler post de 10.Abril.2011.