quinta-feira, novembro 25, 2010

Contratos perigosos



Vou contar uma história:



Imaginem que há alguns anos (vá, uns 13 anos) fizeram um contrato de crédito ao consumo com um banco, que não querendo dizer qual, digo que começa por M, e termina com m, tendo umas letritas p’lo meio que juntas dão illenniu, mas que, tontos (os homens são todos tontos) assinaram tudo o que a vossa ex (que ainda não era ex, mas quase-ex) vos deu para assinar, dizendo qualquer coisa como “está descansado, pagarei todas as mensalidades, a tua assinatura é só porque, oficialmente, ainda estamos casados”.


Nunca mais pensam no assunto, assumem que tudo está pago, perdem o rasto à ex, nunca são contactados pelo tal Banco, logo, se não são contactados é porque está tudo bem, e pago. Certo?? Errado.


Não sabem se foi pago ou não, não têm como provar coisa nenhuma, mas a vossa assinatura está lá, no tal contrato. Que faz o Banco? Executa o contrato.


Não têm conta no tal Banco, nunca tiveram, o Banco não apresenta nenhuma livrança assinada (é costume assinar-se uma livrança em branco, certo?), apenas o contrato, e executa, pela totalidade da dívida, mais juros de uns anos "de atraso no pagamento".


E a (in)Justiça parece dar razão ao Banco. Sem mais.


Ou seja, tenham MUITO cuidado, fizeram crédito ao consumo? Pagaram tudo? Mudaram de casa, perderam os documentos, ou deitaram-nos fora passados uns anos, porque “está tudo pago”? Fizeram mal.


O banco, munindo-se do contrato original (que nunca devolve aos clientes) executa-o, e vocês têm que pagar tudo de novo, acrescido de juros de muitos anos.


Injusto? Pois é, mas é assim.


E para “cultura geral” o Banco pode exigir o cumprimento deste tipo de contrato durante 20 anos, que é o prazo de prescrição da dívida.


Já pagaram? Perderam o recibo de quitação? Não conseguem provar o pagamento? Temos pena. Paguem de novo.


Tenham muito cuidado, com o tal Banco que começa por M, termina com m, e tem pelo meio as letras illenniu, estão a fazer assaltos a coberto da (in)Justiça.

segunda-feira, novembro 22, 2010

O grande umbigo


Está visto que todas as almas querem ser o centro do mundo, tal é o frenesim de amigos, grupos, páginas, siga-o-meu-blog, etc etc.



Nem pedem nada de especial, apenas que cliquemos no “gosto”, mesmo que nunca mais os visitemos, que não saibamos o que querem. Para essas almas só contam os números.


Até as imagino, pavoneando-se “ahhh só tens 312 amigos, fraquinha” “eu tenho 1712, e vou fazer uma página de fãs”.


Anseiam por ser reconhecidas, apesar de fingirem que a fama não as move, mas tudo fazem para receber um clik de “gosto” em todas as publicações que fazem.


Se eu conheço todos os “amigos” da minha lista? É claro que não. Na verdade a grande maioria só lá estão porque jogamos os mesmos jogos, limitamo-nos a ser “vizinhos”, trocamos “presentes” e temos o bom senso de não passar disso.


Se conheço almas que, mesmo não conhecendo, tenho empatia? Conheço. São poucas, trocamos galhardetes nos comentários, não nos limitamos aos “gosto”, e um dia destes, como são poucas, vou conhecê-las.


Se já conheci almas, ao vivo e a cores, devido ao FB? Já, e confesso que foram gratas surpresas (olá Dóris, Luísa, Henrique, Mané, Francisco, Mónica).


Pergunto-me onde andarão esses energúmenos que dizem que pululam pelas redes sociais. Eu tenho uma sorte dos diabbos, só me saiem almas “asa branca” (como o bacalhau).


Mas começo a ficar cheia de algumas almas que, não o sendo, se consideram uns seres superiores, falam sempre “do alto da burra(como diria a minha diabba-mamã), e têm sempre uns lambe-botas a dizer amén, mesmo que só falem de roupas, vernizes, e cremes anti-rugas.


Ahhh, e já me esquecia, todos esses umbigos superiores, são lindos de morrer. Os que os seguem são umbigos bonitinhos. E os que não lhes ligam nenhuma, de tão feios que são, serão desumbigados não tarda nada.

domingo, novembro 14, 2010

Coisas e loisas

Este fim de semana exagerei, fui ver dois filmes. Um como convidada e o outro paguei o bilhete.



Não quero ser indelicada e morder a mão que me ofereceu o bilhete, e por isso nem vou dizer que filme fui ver, (adivinhem) digamos que, do todo… gostei da música. A sério. (e para eu me ter focado na música, quem me conhece pode tirar boas ilações acerca do filme). Os meus quase 746 anos já não se compadecem com filmes para totós adolescentes.


E ainda tive a falta de sorte de os adolescentes que estavam na fila da frente terem comido castanhas (só podem ter sido isso), tal era o pivete que de vez em quando se sentia. Porra, cum escafandro, porcos sebentos, deviam ser obrigados a mergulhar em gás metano, a ver se gostavam.


Também reparei que, na generalidade, os adolescentes (eles e elas) não são amigos de banho, todos tinham os cabelos sebentos e baços. E todos usam uns óculos de massa medonhos.


Descobri, ainda, que o John Malcovich devia ganhar juízo e manter-se na área que domina, a representação, e deixar-te de parvoíces, como achar que sabe desenhar roupa. (não sabe sequer desenhar, e a roupa “desenhada”… oh balha-me a concorrência…), a exposição estava no Salão de Congressos do Estoril, onde também decorria o Estoril Film Festival.


Obrigado Hugo e Vidazinha, pela companhia, quer no filme quer no jantar. Têm que vir buscar as alheiras, que afinal não levaram.


Hoje, domingo, fui com a diabbita-minorca ver "Gru   – o maldisposto”, e… vim encantada. Bem feito, história facilmente entendível para o público a que se destina, com gags direccionados ao público minorca, e que os acompanhantes (vulgo adultos) também acham graça.


Mostra que afinal até os corações mais empedernidos podem amolecer. Até um cão feroz, e cheio de dentes, que por lá anda acabou por se render, ou se rendia ou era abraçado ainda mais vezes.


Recomendo. Eu fui ver a versão dobrada em português (até porque, temos óptimas dobragens, e os diálogos, e piadas, são adaptados à nossa realidade), mas podem sempre ver a versão original. Há em 3D e digital.





segunda-feira, novembro 08, 2010

Alheiras artesanais



                                            (A foto tirei com o telemóvel, são mesmo estas, as que fizemos)
Gosto de alheiras, daquelas feitas pela minha diabba-mamã, cheias de carne de vaca, coelho, galinha, e galo, e azeitinho do bom. Nada de porco, nem carne nem gordura do dito (vulgo banha).



Só que, estas coisas, bem feitas, demoram o seu tempo, cansam. Por isso, e também porque achei que estava na altura de aprender a fazer tal pitéu, fui até à caverna da minha amada mamã, com a Martuncha, e metemos mãos ao trabalho.


É trabalhoso? É. Faz-se bem? Faz. E é divertido estar perto da minha mãe, uma verdadeira diabba-mamã do norte (suspeito que com umas 2 ou 3 costelas minhotas).


E já percebi porque é que os primeiros preservativos eram feitos de tripa de vaca… hihihihi aquilo tem um ar estranho (são muito finas em termos de espessura), e estarmos a enfiar a tripa no bocal do funil… uiiii muito excitante (para o funil, claro), e depois era encher, a minha mamã atar, e no final, por ao fumeiro. Literalmente.


Martuncha até mandou uma boquita foleira “ai e tal, com essa prática toda de meter a tripa no funil, o diabbo-marido vai ficar contente por te voltar a ver”…. Pffff ele ia odiar a parte do cabo da colher de pau. Hihihihi


Querem uma alheira? É na boa, eu mando-vos a receita. ]:-D

domingo, novembro 07, 2010

Crise...


... de brinquedos.

Corram a comprar, parece que vai ser declarada uma guerra qualquer, e os brinquedos são um bem de primeirissíma necessidade, há que armazená-los para natais e aniversários futuros.

A diabbita-minorca anda a pedir uns hamsters de brinquedo desde o ano passado (o jogo que lhe foi ofertado vinha incompleto, o Pai Natal é um incompetente, não supervisiona o que os gnomos calões fazem), e eu soube que uma grande superfície ía fazer uma promoção de 50% de desconto "no cartão", portanto pensei em lá ir, e fui.

Mas, cum escafandro, já se deve saber da tal guerra que vem aí, e da confirmada falta de brinquedos no futuro, quando lá cheguei, percorri os corredores de queixo caído, as prateleiras estavam vazias. A sério.

"Ahhh (pensam vocês, dando trabalho aos neurónios) mas sempre é um desconto de 50%, vale a pena investir." Verdade, valeria, mas o desconto não é imediato, as pessoas têm que pagar 100% do valor do que compram, e o desconto fica "em cartão" a partir de amanhã, PARA SER GASTO NA MESMA GRANDE SUPERFÍCIE COMERCIAL. Portanto pergunto: Pouparam o quê?

domingo, outubro 24, 2010

Japan-coiso

Fui, cheia de expectativas, até porque lá estava um artista que gosto, Hugo Teixeira, ao Japan Weekend, que, como o nome indica, acontece num fim de semana, aconteceu neste, no Pavilhão Atlântico, na Expo.



Devo dizer que não percebo a ideia dos organizadores, como é que alguém cobra preços de entrada de 9€/pessoa (crianças incluídas, não há cá borlas nem descontos), e depois oferece um evento deprimente, e visivelmente amador??


Não havia alegria, não havia festa, não havia partilha de ideias, não havia mangakas. Só o Hugo Teixeira lá estava, a trabalhar, para mostrar como se faz, isto se alguém quisesse saber, claro, e não havia muitos interessados. Os outros, que por lá estavam, alguns com traço de bons artistas,  estavam um bocadito desprezados num corredor com pouco movimento.


A única coisa que havia era malta vestida como os bonecos dos desenhos animados japoneses, e alguns eram mesmo muitoooo amadores, com “fatos” feitos de papel e fita cola. Mas a maioria tentavam respeitar a personagem, e havia verdadeiras princesas.


Para o evento que eu estava à espera, foi mau, e custou-me 22€ só em entradas e parque de estacionamento. Não volto a cair…

domingo, outubro 17, 2010

Prémio Nobel da Quimica 2010


PORTUGAL GANHA O NOBEL DA QUÍMICA 2010







Depois do átomo e da descoberta do neutrão, do protão, do fotão, do electrão, do quark, do fermião, do busão, do gluão,


José Sócrates Pinto de Sousa acaba de descobrir o pelintrão, um corpo sem massa, e sem energia, que suporta toda a carga.

terça-feira, outubro 12, 2010

Há dias...


Há dias em que, o que me falta em beleza, me sobra em picos. E também há decisões difíceis, e um dia vou ter mesmo de as tomar, mesmo que me prejudiquem.

Nota: Ler o verbo "prejudicar" com o mesmo sentido que tem nesta piada: "Já estou como dizia o Herodes, ou te calas ou te... prejudicas"

domingo, outubro 03, 2010

Há concertos e CONCERTOS


                                           Foto tirada logo que acabamos de escolher o lugar em que ficamos sentados
                                           (gostei da forma como protegeram o relvado) + ou - 18horas- 2.10.2010

Há muito tempo fui, a convite do marido, ver um concerto dos Malaguetas Vermelhas (tb conhecidos como Red Hot and Chilly Peppers), odiei. Mesmo. De paixão. A música era medonha, eles não cantaram nada que eu reconhecesses, e a desculpa dada pelo diabbo-maridoahh eles fazem sempre algo diferente, porque se fosse para ser igual, as pessoas ouviam os cd’s em casa” não me convenceu mesmo nada. Nunca mais fui a concerto nenhum. Nem sequer sou fã de música. Gastar um dinheirão em bilhetes, para ver uns palhaços a esgoelarem-se, sem que eu reconheça uma música? Nã… vão roubar pah estrada, que eu também lá ando.



Esta semana, surgiu a oportunidade de fazer uma surpresa ao diabbo-marido (obrigado, Ana Margarida Teixeira), e comprei 2 bilhetes à amiga de uma amiga, que, por contingências da vida, teve de os vender.


Realmente há concertos e CONCERTOS, e os U2 dão CONCERTOS, as músicas que ouvimos em casa, são as mesmas que ouvimos nos concertos deles, mas em melhor, porque além das música há toda a envolvência do espectáculo, a loucura dos fãs (alguns chegam à cromice, como eu vi alguns – não têm vergonha de fazer algumas figurinhas, que… caramba… já ouviram falar de “vergonha alheia”? Pois… senti isso umas 2 ou 3 vezes).


Combinamos encontrar-nos com o Rafeiro, Gata, e Marta, encontramos os Kanito e a Bichana, a Martunxa nem vê-la. (Encontrou-se depois com eles lá à frente, onde a malta salta muito)


Mas, depois de entrarmos percebemos que os nossos bilhetes eram “relvado/bancada inferior sul” ahhhh “não é obrigatório ir para a relva? Boa, vamos sentar?” propôs o diabbo-marido. Aceitei logo. O RafeiroGata foram lá para a frente, queriam beijar o Bono (mais o Rafeiro, que a Gata, pareceu-me, que preferia ter ficado sentada connosco, hihihi), e como amigo não empata amigo, eles foram ficar 6 horas em pé, e nós ficamos sentados durante 4 horitas, e 2h a abanar a cauda, e a bater a patola. Saltitei um bocadinho, mas eu já sou uma pipoca velhinha. Estou toda escadeirada.


Ficamos num lugar excelente. E até nem desgostei dos Interpol, mas com estes não gastaria nem 2€ para os ir ver.


Adorei ESTE concerto, mas não me vejo em muitos mais. Já não tenho idade pra isto.


E tu Rafeiro? Conseguiste beijar o Bono, ou o marmanjo preferiu aquela mulatinha jeitosa, de decote pronunciado? Ahhh pois, logo vi. Eu bem te disse que devias ter dado um jeito aos pêlos do focinho.



Adenda: Fomos com a MJ e o MJ, almoçamos em Coimbra, eles pagaram (hihihihihi cuspe cuspe aiii quinda tinha aqui uma pena de pato), depois separamo-nos, que eles armados em ricos tinham bilhetes para a bancada superior, ao lado do Bono (o nervoso do MJ foi tanto que as fotos lhe sairam todas tremidas ]:-D ).
Ahhhh armaram-se em ricos... porque os primeiros bilhetes que compraram eram... daqueles comprados na net! hihihihi

sexta-feira, outubro 01, 2010

Actividades



                                                                        Diabba vista pela Diabbita-Minorca
                                                                 (clikem na imagem se quiserem ver melhor)


Há actividades que pratiquei, outras que pratico, mas o que realmente me surpreendeu foi: A Diabbita-Minorca nunca me viu praticar duas destas actividades.

Pergunto-me, como é que ela as adivinhou para as desenhar?

Ela só me pediu "assinala só as que gostas mais de fazer"

Estranho...

Nota: E se estão a pensar "ai mais um blog de mamã que só sabe falar da sua cria, e acha piada a tudo", respondo: Devem ter muito a ver com isso, o blog é meu!

quinta-feira, setembro 23, 2010

J.R. WARD


Não é novidade para ninguém (pelo menos para os 3, às vezes 4 leitores do Inferno), que eu gosto de ler, e que as minhas preferências vão para o mundo fantástico.



Comecei (em 2009) a ler a saga “a irmandade da adaga negra”, e fiquei entusiasmada, quando eu pensava que já não havia muito para inventar acerca dos vampiros, eis que alguém me surpreende, e leio afanosamente os primeiros dois volumes.


Mal acabei, fui sequiosa (não de sangue) à procura do volume seguinte… vã demanda. Não há volume III em português. Raios e mariscos!!


Fui verificar na net, em inglês já vão no volume 9, e por cá… enfim.


Há cerca de um mês, tive uma ideia = nova busca. Em Espanha já vão no 6º volume . Solução? Comprar livro em castellano. Tungas.


Tenho que fazer exercício mental para perceber algumas palavras, mas eu chego lá, e não está a ser tão difícil como esperava.


Só que, cum escafandro, classificarem este tipo de leitura como “Romántica”, é esticar um bocadinho a corda do romantismo.


Ok ok, há romance, em que livro é que não há um romance? Mas falamos de vampiros… duhhh bebem sangue, fazem guerra, matam, são mortos. Há também uns seres que não são mortos, mas também não estão vivos, que “vivem” para matar.


Pronto, concedo, as cenas de cama dos vampiros, são muitooooo descritivas, só falta estarmos lá na cama com eles, mas isto NÃO É ROMÂNTICO! É sexo, puro e duro (e duro não é só força de expressão…)


E aprendo palavras novas. Vi-me aflita para perceber estas: “Refunfuñó”, e “estrés”, mas cheguei lá.


Adoro o som da refunfuñó! ]:-D


Nota: as capas dos livros portugueses são muito mais bonitas (e não traduzem à letra o título, o que é bom), mas os preços dos livros em castellano são muito melhores, é assim uma diferença de mais de 50%, o que parecendo que não, se nota cumó catano!

terça-feira, setembro 14, 2010

Competição

Eu, para escravo do meio em calções e tronco nu: Blérghhh tanto pêlo, já tens tufos nos sovacos.
Diabbita-minorca, em modo “não fico atrás”: (mostrando a pernoca) Eu também tenho pêlos nas pernas!
Escravo do meio: Não tens nada, as meninas não têm pêlos.
Diabbita-minorca (com ar vencedor): Ai têm pois, até a mamã tem pêlos nas pernas (… silêncio pensativo) mas é só às vezes.

E pronto, está uma diabba sujeita a este tipo de difamação.
Que fique claro que eu tenho pêlos, sempre! (diabba em carpélio mode)

sábado, setembro 11, 2010

Depilação a quê?


Homens, vocês que sempre ouviram as mulheres dizer que "ser bela - e sem pêlos - custa" fiquem a saber que andam a ser enganados.

A depilação feita neste "salão de beleza" é pura ociosidade, o mulherio vai para ali, e fica a curtir uns belos momentos, enquanto perdem o pelâme.

Gaijos, boceses (sim, tu, e tu) que querem fazer a depilação, e são uns caguinchas porque doi, vão aqui, o número de contacto está na foto, e o local fica em Sassoeiros, Carcavelos, e sairão de lá renovados, tendo passado uns belos momentos de ociosidade, e SEM PÊLOS!!

Quem é amiga, quem é?

terça-feira, setembro 07, 2010

O Outono, já?

                                                              Desenho da autoria da grande artista Diabbita-Minorca

Hoje ao ir buscar a Diabbita-Minorca à escola, ela presenteou-me com este lindo desenho (porque é), e... clik, fez-se luz, percebi porque é que andei o dia todo de cauda murcha, e com vontade de espancar alguém: Está a chegar o Outono!! Oh estaçãozinha deprimente, não dá para pular do Verão directamente para o pino do Inverno?

O Outono não é carne nem é peixe, é gaivota.  Boffff

Nota: Amanhã é o 1º dia de aulas "a sério" da diabbita, está ansiosa, é um dia muito desejado por ela, finalmente vai aprender a ler "a sério".

The Sorcerer's Apprentice



E lá fomos, o grupo do costume, ver mais um filme que nos remete para o mundo da fantasia, com feiticeiros bons e maus, onde está sempre presente a luta entre o bem (Merlin) e o mal (Morgana le Fay).



Gosto muito do Nicolas Cage, é, como direi… hummm canastrão? Ok, não é bem canastrão, é mais aquele tipo de actor, que não consegue mudar o seu eu, de filme para filme, tem sempre os mesmos tiques, os mesmos trejeitos faciais, o mesmo tipo de voz (podia colocá-la de forma diferente, mas não, usa sempre o mesmo registo), mas… vou ver todos os filmes onde ele entre. Acho que temos algo em comum, gostamos do mesmo tipo de filmes (os que ele gosta de fazer, e os que eu gosto de ver).


Do filme?? Gostei. Vê-se bem, é divertido, tem uns efeitos especiais muitoooo catitas, embora, como disse o Rafeiro  seja “um filme fofinho”.


A Monica Bellucci não envelhece?? Raio de gaija, vou-lhe rogar a praga da queda dos dois dentes da frente, mais a dos calos entre os dedos dos pés! (em inveja mode)


Agora… só gosto de um canastrão por filme, e já lá estava o meu menino (em T.Leandro mode) Cage, portanto, aquele puto parvo (ou que fez de puto parvo) do Jay Baruchel era dispensável, tem uma voz horrenda, só apetece dar-lhe bofetões. Ahhh e fica com a miúda gira… sim sim, só em filmes, que na vida real a vida não lhe correria tão bem, e ficaria com a marrona feia da turma.


Ficaram muitas pontas soltas, será que vai haver sequela? Espero que sim, e se não for pedir muito, que seja ainda com o meu menino Cage ainda vivo!


Para finalizar… podiam usar pechisbeques de melhor qualidade a fingir de jóias raras?? É que, as jóias que aparecem no filme… cum escafandro, há lojas do chinês que vendem coisas com melhor aspecto!

quinta-feira, setembro 02, 2010

Mentalidades

                                                                 http://www.youtube.com/watch?v=sHEPX6lxgt4

                                                                                          (clik para ver o video)

Anda por aí um "sururu" que não percebo. Francamente que não.

Toda a gente acha imensa graça porque o M.L. Goucha se atrapalhou porque uma jornalista lhe falou no namorado dele, em resposta a uma questão brincalhona que ele lhe colocou.

Vamos lá a ver: ele tem namorado? Tem.

Não percebo o sururu, "ai e tal, esta jornalista tem "tomates" " . Está tudo louco?? Esta jornalista é uma pessoa normal, que encara as relações duma forma normal e natural. Ele tem namorado, ela falou no namorado, se tivesse uma namorada, ela falaria em namorada. Qual é a questão?

Sabem o que não percebo? Ele ter ficado embaraçado. Afinal tem uma relação normal, está com quem gosta, não tem que se embaraçar.

Apesar de tudo, parece-me que é o M.L. Goucha que tem que perceber que tem uma relação normal. Será que ele sabe?

terça-feira, agosto 24, 2010

Pé-na-cova

Os humanos já não me espantam em nada, mas há coisas neles, que são, realmente, giras.



Posso até compará-los a vampiros (uns primos simpáticos, mas com um mau gosto atroz, no que diz respeito à bebida), pois vivem, alimentam-se, da infelicidade alheia, da doença, dos males do mundo.


Alguém está feliz? Arranjou um amor que o/a completa? Oh pah, é ver as carpideiras “ahhh não vai dar certo”, “com aquele ar e ainda não tinha sido pescado/a, algum defeito deve ter”, “coitadinha/o, não merecia tal sorte, vai ser encornada/o, até à quinta casa” etc etc etc


E se a relação visada acaba?? Ohhh felicidade das felicidades “eu sabia”, “eu estava a adivinhar”, e o eterno “eu bem avisei”. Fucka-se… não há cu para esta gente! Deixem as outras pessoas viver. Errar (e quando se ama não há erros - ama-se, e pronto) é um direito.


Alguém está doente? Cum escafandro, é a felicidade total, e quanto pior a doença, melhor, mais felicidade, e motivos de conversa. Já alguém assistiu a conversas entre humanos/carpideiras nos centros de saúde? São de ir às lágrimas. Quem ouvir aquelas almas parece que vivem numa leprosaria, e batem palmas sempre que cai mais um dedito, ou o nariz fica no lenço durante a assoadela…


Vão-se curar sim? E se se começassem a regozijar com a felicidade alheia? Isso é que era!!


E já agora, e se se fossem ver ao espelho?

quarta-feira, agosto 18, 2010

Diabbita-engenheira nautica


Estão a ver o barco da foto de cima? E a planta para construção do mesmo? (clikem para ver melhor, sim?)

Dei umas tabuinhas minúsculas de madeiras à diabbita-minorca(os reforços das telas, que não uso), e ela, após ter feito vários puzles, um dia destes sentou-se, e desatou a desenhar umas coisas com o formato das tábuas.
Depois foi pedir ajuda ao papá-diabbo para construir um barco, e lá lhe explicou os passos a dar (apesar de ter numerado a sequência na planta), e o resultado está à vista.
Pintou-o com lápis de cor, porque as canetas de feltro estão todas gastas e já não pintam.
Um dia destes repinta-o "com tinta mesmo".
Parece que tenho aqui uma diabbita com futuro.
Madalena e Diogo, e andam vocês a encomendar o Barta noutro continente... pfff era só falarem com a alforreca.

]:-) tou um cadito inchada, hihihihihihi

terça-feira, agosto 17, 2010

Justiça



É uma pena que, para que a justiça seja feita, muitas vezes tenha que se prejudicar alguém que, não têm nada a ver com a má-fé de alguns.



Desculpa João.


Mas eu não podia agir de outra forma.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Oh droga

Em conversa recente com um amigo antigo, que conheci agora (as amizades não se medem em tempo, medem-se em empatia), conversávamos sobre liberdade, e calhou, também falarmos de droga.



Eu sou pela liberalização total e absoluta de TODAS as drogas, todas!


São os consumidores das ditas que têm que perceber, e escolher se é aquilo que querem na, e para a vida deles, não pode ser o legislador com as suas imposições bacocas a armar-se em dono da verdade e da moral, e decidir que “ahhh pode consumir X, de drogas leves e Y de drogas duras, e esse X/Y, tem que dar para 10 dias


Reparem, quem queira comprar, vai ter de andar, de 10 em 10 dias a deslocar-se a locais escusos, a lidar com gente estranha, a sujeitar-se a assaltos, para comprar no mercado negro, o que poderia adquirir por 10% do preço, num posto legal de venda.


Se comprar mais do que o que o legislador estipulou para 10 dias (no alto da sua enorme sabedoria), será acusado de tráfico, e sujeita-se a pena de prisão.


Ahhh e já agora, nada de partilharem charros, a cedência (gratuita ou onerosa) é equiparada ao tráfico, portanto, mesmo que só tenham aquele charro convosco, se o partilharem, correm o risco de serem acusado de tráfico de menor gravidade.


Mas que raio é isto?


Ao que sei, o suicídio não é proibido, nunca ninguém foi punido, por ter tentado suicidar-se, e não ter conseguido, porque raio é que são proibidas as drogas que podem matar? É uma questão de velocidade? É proibido o suicídio lento?


Eduquem mas é as pessoas, parecem aqueles que andam a empunhar bandeiras do “não ao aborto” e quando é a filhinha que engravida, correm para Espanha para resolver o problema, e ninguém fica a saber de nada, assim não lhes cai a face.


Gente hipócrita causa-me engulhos, e o legislador é hipócrita.

domingo, agosto 15, 2010

Inception



... a conselho do Rafeiro e Gata, fomos ver o Inception (em português "a origem" - alguém me explica com que critérios se traduzem os títulos dos filmes na tugalândia?), e não gostando eu do Leonardo do Titanic, ponho sempre imensas reticências a filmes onde o moço entre.

Pois... mudei de opinião. Mudou, deixou de ter cara de puto parvo, e está um óptimo actor. Estou fã.

O filme?  Espetacular. Oh pah, parabéns a quem escreveu aquele argumento, muito retorcido, muito "à frente". Recomendo vivamente, a sério.

E agora vou ali pensar um bocadinho sobre o assunto, e perceber se escrevi mesmo isto ou se é um sonho, vai-se a ver e nem blog tenho, e se calhar nem escrever sei. (esta parte do "não saber escrever" tenho quase a certeza que é verdade, logo, não sabendo escrever, não estou a escrever, e este texto não é meu, e não tenho nenhum blog). Damn.

sábado, agosto 14, 2010

The last airbender

                                  A foto não é do filme, gosto mais dos bonecos

... e lá fomos nós , mais o Rafeiro  e a Gata , (gostamos bué de animais, também os levamos ao cinema, hihihihihi) ver o filme "o último airbender", e que dizer? Ohhh tanta coisa poderia dizer sobre o mesmo, mas vou ser breve:

Gostam de filmes de dança?
E dança sem música?
Se a resposta for sim, vão ver, tudo muito sincronizadinho, cidades inteiras a fazer coreografias armadas ao pingarelho, coisa tipo "ai e tal, todos praticamos tai chi"

Sabem o que me dana? Este filme tem tudo para ser espetacular, e não é! grrr Tem mais buracos que o queijo onde o Ratatui  se esconde. grrrr

O casting para os actores deve ter tido uns critérios muitoooooooo marados. (isso ou muitos padrinhos mexeram cordelinhos para os afilhados entrarem e fazerem "uma perninha" (de dança))

Pior, pagamos  bilhetes 3D e aquela porra de 3D só as legendas, muito mau, mesmo.

Estou chateada, claro que estou chateada. Grunfffff

quarta-feira, agosto 04, 2010

Coisa do Povo*

Tenho andado a dizer a todos os amigos que “vou publicar um livro, é Banda Desenhada, fiz os textos, e o desenhador X faz os desenhos”.



Agora venho dizer a todos que afinal NÃO VOU PUBLICAR NENHUM LIVRO.


Porquê? Porque o tal desenhador X, depois de sempre ter achado o meu texto óptimo (claro que agora nega, diz que tudo “é insípido”), decidiu que o melhor era reescrever por cima do meu texto (copiar ideias é canja, um dia destes reescrevo Eça, com palavras modernaças, pode ser que recomece a vender) e considerar que tudo é dele, texto e desenhos.


Ahhhh mas fazia-me o enorme favor de eu poder continuar ligada ao livro como “colaboradora”, continuariam a constar algumas frases minhas, o meu nome apareceria, e até a fotografia podia aparecer ao lado da dele, e (cúmulo da generosidade) ser-me-iam entregues alguns livros grátis!! Cum catano, o que eu preciso que me ofereçam meia dúzia de livros grátis! Eu até estava a pensar em pedir um empréstimo bancário para comprar livros, e dar aos amigos, afinal há quem os ofereça!


Bom, já que não vou publicar nada, e porque os direitos autorais estão registados, vou começar a publicar os textos aqui, que tal?


Querem ler um guião de Banda Desenhada?

*do latim Res Publica, ou seja, algo que não é privado, conforme podem ver aqui

terça-feira, agosto 03, 2010

Sem palavras

Há pessoas que não têm palavra, que gostam de fingir o que não são, que gostam de ficar com louros que não lhes pertencem.



Mas, eu sou das que acreditam (querem ver que afinal sou uma crente?) que “a verdade é como o azeite, vem sempre ao cima”, e vou estar aqui para ver, e agir se for preciso.


E sabem que mais? Cago nesse tipo de gente.


Já vos disse que sou um Dragão?

quinta-feira, julho 29, 2010

As férias - Porto


Ok, o Porto foi quase só para dormir, estava um calor infernal, mas está bem mais bonito, mais arejado, e limpo.



Não percebi, nem consegui que me explicassem, quais os motivos de a Av. da Boavista estar com a parte central (na parte junto à rotunda) vedada ao trânsito, tendo por lá expostos uns mamarrachos que (suspeito) devem ser arte, embora, aos meus olhos, mais não sejam que ferros retorcidos com musgos por cima, mas isto devo ser eu, cuja sensibilidade artística, para estas coisas, deixa muito a desejar.


Aproveitei para conhecer, e estar, com uma amiga real, e dois amigos virtuais, todos lindos, e boa onda, eu até no mundo virtual tenho “dedo” para escolher almas catitas. Francisco, Mané, e Mónica, vocês são do melhor que há. Quando voltar aí juntamo-nos de novo, e se calhar acrescento outros que também trago debaixo d’olho, é o caso da Márcia e da Filipa. (sim vocês, do FB)

segunda-feira, julho 26, 2010

As Férias - Franco, 6

O moínho
Casa dos cantoneiros

O moinho que vi funcionar, (também havia visitas de estudo, há uns séculos, quando eu era estudante) está em ruínas, a casa dos cantoneiros, está em ruínas, e naquele sítio, podia ser tão bem aproveitada para turismo rural, ou até, não indo tão longe, poderia ser uma pequena pensão, onde só o som da natureza se faz ouvir.



Será que foram só 33 anos? Se calhar foram 330, e eu nem dei conta.

domingo, julho 25, 2010

As férias - Franco 5

Açude
Efémera (a libelinha)

Fui à ribeira, lembrava-me duma ribeira que corria livre, nunca secava (os ribeiros de “cima” e de “baixo” secavam no Verão), tinha dois moinhos, com moleiros a trabalhar, o Barnabé e o Deolindo, ainda me lembro do moinho da ponte funcionar, e de o ver a moer o grão. Eram moinhos de água, em vez de velas tinham uma roda com muitos recipientes (nora que traziam a água da ribeira e a devolviam à ribeira. Um dos moleiros morreu de velhice, outro, ouvi dizer que foi assassinado.



Crimes de homicídio é algo que me custa a encaixar, numa comunidade tão pequena, mas parece que não são incomuns, já lá houve mais mortes violentas. Caramba, parece que 33 anos são mesmo muito tempo, não consigo imaginar as minhas memórias, maculadas por crimes violentos.


A ribeira agora tem um açude, onde prendendo um pouco a água se criou um pequeno lago/piscina, para tomar banho e apanhar sol. As fragas são as mesmas, acho que até os liquens são os mesmos. Morreu a parte de cima da ribeira, tinha árvores e caminhos encantados, que não consegui redescobrir. Mas não está mal.

quinta-feira, julho 22, 2010

Leitura de férias


Nas férias aproveitei para ler, e vou continuar a aproveitar até ao final de Agosto, pena é que os livros em Portugal tenham um preço de artigo de luxo, e depois queixam-se, os editores e livreiros, que as pessoas não lêem, pudera, com livros a rondarem sempre entre os 15€ e os 20€, não é para todas as bolsas.



Li “ a.breve.segunda.vida.de.bree.tanner ” de Stephenie Meyer, é uma história paralela da saga Crepúsculo, não percam tempo nem dinheiro com tal coisa. Fraquinho, fraquinho, mesmo para quem gosta de temas vampíricos, como eu.


Acabei agora o “Angelologia” de Danielle Trussoni, que (ao que me parece) para combater a moda dos vampiros, apostou nos anjos, mas não lhe auguro grande futuro, nem grandes vendas nas sequelas que já deixou engatadas neste livro. Não gosto de livros não fechados. Até podem ter uma linha condutora, mas as histórias têm que fechar, se gostasse de ficar pendurada à espera do próximo episódio, via telenovelas.


Bom, este “Angelologia” para além de fraco tem uns personagens muito débeis ao nível da construção. Por um lado, quer-nos fazer acreditar que os anjos (os maus) são muito poderosos, influentes, endinheirados, por outro são desprovidos de carácter, incapazes de sentir emoções, e com um QI a atirar para o baixo.


Os humanos (os bons) são duma sagacidade acima da média, chegam onde os anjos não imaginam, conseguem enganá-los,e … tan tan tan tan, os parvos dos anjos apaixonam-se muito pelas mulheres humanas, mas odeiam a humanidade da generalidade. (a autora deve ter-se esquecido que eles são desprovidos de emoções)


Enfim, apesar de tudo consegui ler até ao fim, mas não estou fã do género. Eu que sou um anjjo-do-mal, sei perfeitamente que as coisas não são bem assim, e que os humanos vão acabar por se extinguir, e eu cá continuarei.

Nota: a reportagem sobre as férias continua amanhã, ainda há mais 2 posts do Franco, segue-se, Porto, Guimarães e Aveiro.

quarta-feira, julho 21, 2010

As férias - Franco, 4



O casario, está... como direi? Estranho. Mantém-se a maioria das casas com construção em xisto, algumas foram reconstruídas, e estão lindas, mas depois, há por lá umas coisas armadas em modernas, que ficam completamente deslocadas no todo. Casas com azulejos por fora? Oh pah… vão morrer longe, são feias cumó catano! Há também muitas casas em ruínas, com os telhados caídos, é uma pena, lembro-me de boas casas de lavoura que, agora, estão completamente caídas, que aconteceu?

33 anos é assim tanto tempo?

terça-feira, julho 20, 2010

As férias - Franco, 3


A minha escola, a de cima, era só de raparigas, a de baixo, era dos rapazes, depois do 25 de Abril é que misturaram tudo, agora é um coisa qualquer de “caçadores”, fiquei chateada. A minha escola, a ser transformada que o fosse em biblioteca, um local de estudo, como sempre foi. Eu até posso ofertar alguns livros. Vou ver se chego à fala com o Presidente da Junta - Prof. Paulo Pontes - que me parece muito, muito acessível, e interessado, tão interessado que a aldeia está muito mais bonita.



A zona da feira (acho que agora já não fazem lá feira, mas havia 2 por mês, aos 10 e 21) está toda calcetada, a zona que era do gado, está relvada, tem bancos e mesas e muitas árvores, está um magnífico parque de merendas.

segunda-feira, julho 19, 2010

As férias - Franco, 2


A Fonte dos Diamantes, encolheu com a idade (ou eu cresci, mas pareceu-me mais pequena do que aquilo que me lembrava), continua linda, mas sem água, e tinha sempre água. Uma água poderosa, viva. Sempre que enchíamos um cântaro, a água ficava branca-leite, tal era a força da mesma, tinha que repousar para ficar transparente, e era muito, muito, saborosa. (ou seja, não tinha sabor nenhum, ao contrário das águas que hoje se bebem)



Porque fecharam a água que corria sempre? Precisamente pela qualidade da água. De tão boa que era, de noite, vinham carrinhas encher aos 200 e 300 garrafões de água, que depois era vendida nos restaurantes das cidades próximas, como sendo água engarrafada. A água tem qualidade, mas não é para ser furtada. Fecharam a fonte. É pena, mas é a mentalidade que temos.

domingo, julho 18, 2010

As férias - Franco

Saiu a preto e branco, até a casa tem vergonha, do estado em que está.

Foi uma semana preenchida, de lugares e almas.



Regressei ao lugar onde cresci, e descobri que a idade não passou apenas para mim. Não consegui encontrar a minha fonte encantada, procurei-a, sei que estive perto dela, mas não consegui descortinar o caminho certo, e com o diabbo-marido, e escravos atrás de mim, é complicado andar a pedir “agora por aqui, agora por ali”, quando o escravo do meio se caga (não é literal, mas quase) de medo de tudo o que é insecto, ou rastejante. A diabbita-minorca está mais à vontade no meio da natureza. Não encontrei a Piasca, a nascente de água laranja.


Estive em frente à casa onde cresci, e fiquei com pena, muita pena, de não ter dinheiro para pegar nela, e a recuperar, continua a ser da família, uma parte minha, pois nunca houve partilhas, e, quem lá vive não cuida dela, está vandalizada por quem lá mora. E diz-se essa gente minha família… recuso-me a sê-lo, e nem me venham com as tretas do sangue e tal. Quem gosta de sangue são os vampiros. A minha família é aquela que eu escolhi, e nela estão incluídos os meus amigos, e nada disto tem a ver com sangue.


Talvez um dia pegue naquela casa, a recupere, e lhe volte a dar a vida que teve, melhorando-a com água e luz, que continua a não ter… pelo menos duma forma legal.

Nota: vai sair um post por dia. sobre as férias, sendo que cada dia das férias pode dar mais que um post.

terça-feira, julho 13, 2010

Férias

Vou hoje de férias, uma semanita, que a coordenação de férias familiares não dá para mais, e mesmo assim deixamos um escravo para trás, arranjou um part-time, e, por muito que lhe custe tem que respeitar o compromisso de trabalho que assumiu. Respeitar compromissos é um princípio de vida que nunca deve ser esquecido.

Bom, vamos de férias, mas levamos a Flor , nunca equacionaria férias sem ela, se ela não puder ir, ficamos nós, paciência, faz parte da família, para o bem e para o mal, mesmo que ela coma a caverna inteira (tudo, menos tocar nos livros de BD do diabbo-marido, porque aí, desconfio, continuará connosco, mas na versão empalhada. hihihihi)

Às almas que abandonam os seus familiares (animais de estimação, são família) só porque vão de férias, desejo que tenham uma praga de chatos, generalizada, e que fiquem com os braços muito curtinhos, para que se não possam coçar!

Boas Férias, já volto.

sexta-feira, julho 09, 2010

RES PUBLICA

Já vos falei aqui do RES PUBLICA, um livro a sair, em princípio, no final de Setembro deste ano, um livro feito a várias mãos, Aida Teixeira nos textos  Jorge  Miguel nos desenhos e  João Amaral nas cores. 

Não vos posso dizer o texto que preencherá os balões (ficavam a saber tanto como eu, e isso não pode ser), mas apresento-vos o galã: Amâncio.
Faço uma recomendação: guardem tudo o que tenha valor quando ele estiver por perto, tenho cá para mim que se lhe agarram coisas às mãos, sem ele querer, claro, que o rapaz é bom moço, ou então não... 

terça-feira, julho 06, 2010

Peito ou tomates?




TER PEITO - É chegar a casa tarde, após uma farra com os amigos, ser recebido pela mulher com uma vassoura na mão, e ter peito para perguntar:


"Ainda estás a limpar a casa, ou vais voar?"*






TER TOMATES - É chegar tarde a casa, após uma farra com os amigos, a cheirar a perfume e cerveja, baton no colarinho, e ter tomates para dar uma palmada no rabo da mulher e dizer:


"Tu és a próxima, gorducha!"

Nota: recebida por mail, da Piriquita
Plágio encapotado. Ler post de 10.Abril.2011.